Instalações complementam a mostra
Dentro da 12ª Mostra da Gravura há ainda o projeto Matrizes da Linguagem proposto pelo artista plástico Geraldo Leão, que convidou oito artistas para que montassem instalações, de forma que houvesse mais uma complementação ao que está sendo exposto.
No caso da Casa Vermelha, este trabalho ficou a cargo de Nuno Ramos, artista paulista que já representou o Brasil na Bienal de Veneza. O Nuno Ramos veio a Curitiba conhecer o espaço, e montou esta instalação inédita para a Casa Vermelha, conta a curadora. É uma instalação construída a partir do olhar do artista sobre a obra do Goeldi. Os móveis foram todos comprados em lojas de móveis usados, nas redondezas da Casa Vermelha.
A instalação tem a ver com a obra do Goeldi, quando este situa móveis domésticos na rua, em algumas de suas gravuras, no meio do nada. Seria a privacidade de uma casa, abandonada no lado de fora, explica Simone. Por isso, junto às obras dos três artistas estão móveis cortados por placas de vidro ou de granito. Algumas imensas com até 240 quilos e que estão apoiadas no seu próprio eixo de equilíbrio.
Nuno propôs selecionar uma gravura do Goeldi e transportá-la para o chão da casa. Isso foi feito com a gravura Tarde, de 1954, preenchida com óleo e que tem o chão da Casa Vermelha como matriz. A ocupação da casa ficou muito interessante com a forma de harmonizar as gravuras, as peças da instalação e a própria estrutura da Casa Vermelha, com acabamentos antigos à mostra.
(E.M.C.)
12ª Mostra da Gravura. Casa Vermelha, no Largo da Ordem, em Curitiba: A Noite Moral, com gravuras dos paranaenses Poty Lazzarotto, Guido Viaro e do paulistano Oswaldo Goeldi, e instalação de Nuno Ramos. Até o dia 6 de agosto, de terça a sexta-feira, das 9h às 18 horas, sábados e domingos, das 9h às 15 horas.





