Inspiração não falta aos estilistas
O tema que a Sexxes vai trazer às passarelas já é velho conhecido da sociedade contemporânea. Foi na globalização que o estilista buscou as simbologias que vão delinear suas roupas. Cidades de várias partes do mundo aparecem na estamparia. Formas irregulares e modelagens assimétricas para jovens de qualquer parte do planeta.
Os circenses Queirolo ganham espaço na mente de Silmar Alves. A década de 60 presta serviço tanto no masculino quanto no feminino. Os acessórios são boinas, chapéus, estolas, luvas, suspensórios e cartolas. As cores preto, manteiga, vermelho, cinza, amarelo.
A Lagoon marca de praia da KAS busca força nas estampas e cores exclusivas e na tecnologia dos tecidos. O que entra na passarela é uma prévia da coleção primavera 2003 e ainda um toque de inverno. O folk latino é a inspiração da designer Janaína Costi.
Sheila Rocha da SeÀorita Rosita bebeu na fonte da natureza e seus elementos. A beleza do corpo feminino é realçada por tecidos leves (jersey), esportivos (tactel) e lãs. Bege, marrom, verde-musgo e verde-bandeira, preto e branco estão na cartela de cores. O carro-chefe da coleção é o jeanswear. Jaquetas e calças volumosas e secas ganharam lavagens escuras. Sheila incluiu pelerines e túnicas de soft na coleção.
As roupas de festa de Karina Kulig são elaboradas com a delicadeza da manufatura e alto nível de acabamento. Fotos de personalidades, figurinos de cinema e teatro, mulheres de atitude e sempre femininas são referências para a estilista, que apresenta peças em negro, rubro, rose, bronze e kraft, tons sempre nobres. Os volumes se mostram principalmente na forma de babados.
Atitude é a marca da estilista Angélica Sanches para a Sista, linha feminina da marca Drop Dead. No inverno, a linha jeans ganha lavagens diferenciadas e o tecido surge misturado com peles. As jaquetas têm comprimentos variados. Camisetas e moletons ganharam recortes diferenciados.
A coleção de Soraya Ayub mostra a mulher brasileira e sua mistura de raças, tradições e cores. A estilista londrinense dividiu o trabalho em três linhas. Na ''Caráter'', peças com formas alongadas e sobreposições de materiais a partir de técnicas da alta-costura. Em ''Shape'', formas justas surgem com pequenos volumes e materiais artesanais se misturam aos de alta tecnologia. ''Temperamento'' usa o moulage para definir formas simples e confortáveis, eliminando costuras e aviamentos.
Jean Pierre Lobo traz conceitos visuais, design gráfico, temas orientais e cinematográficos, na música e noite para seu desfile. As peças têm como referência em games eletrônicos, guerreiras samurais, heróis de quadrinhos e personagens de ficção. Tecidos básicos, como o jeans, e nobres, como zibeline, aparecem puros ou em sobreposições. Fivelas metálicas e silk siliconados dão o arremate.
Em sua coleção, César Moretti junta a rigidez da alfaiataria militar com o conforto e praticidade do active wear. Mistura de volumes, pregas e drapeados e uma modelagem inovadora. Entre os tecidos, sarja, tricoline, tricô e malha circular. Cores clássicas como verde oliva, areia, branco e preto mescladas com toques de flúor (verde fluorescente) e laranja ''radioativo'' (laranja fluorescente).
A primeira ciclovia de Curitiba foi construída em 1977. Era um dos retratos da preocupação com a qualidade de vida da cidade que passou a ser conhecida como capital ecológica. Estes conceitos formam a linha de trabalho de Jefferson Kulig na coleção de inverno da Vooss, inspirada no esporte, especialmente no ciclismo. As cores utilizadas são branco, fumaça, preto, marrom, cinza, bege e tons luminosos. Tafetá sport, jersey, tricô e tecidos maquinetados foram escolhidos para as novas peças. (A.C.G.)





