Inspiração europeia
Os primeiros grupos de croquis urbanos surgiram na Europa. O movimento internacional batizado de Urban Sketchers chegou ao Brasil em 2007. As atividades desenvolvidas ao redor do mundo têm ganhado para vez mais participantes. "Curitiba tem um dos grupos mais atuantes da América Latina", afirma o artista plástico Odil Miranda, que após mudar-se da capital ajudou a fundar o Croquis Urbano Londrina.
Os encontros do grupo pé-vermelho chegam a reunir cerca de 20 participantes. A FOLHA acompanhou um desses encontros, realizado no Aeroporto Governador José Richa em janeiro, e encontrou participantes entusiasmados.
"Há cerca de quatro meses participei do grupo pela primeira vez com minha filha de cinco anos. Ela gostou tanto da experiência que não me deixa faltar um domingo sequer. Acho muito legal essa oportunidade de incentivá-la a fazer algo de que gosta muito", afirmou a programadora de bordados Érika dos Santos Silva, mãe de Gabriela Silva.
"Fiquei sabendo dos grupos pela redes sociais na internet e resolvi participar dos encontros. Essa é a segunda vez que venho. Acho que essa experiência de desenhar a cidade acaba deixando a gente com um olhar mais atento a detalhes que geralmente costumam passar despercebidos", ressaltou o educador físico Geisel Campos, que há um ano e meio tem se dedicado às artes plásticas.
Já o barista e artista visual Lucas Reis e Silva viu no grupo uma oportunidade de compartilhar um hobby que já praticava individualmente. "Sempre gostei de desenhar e registrar cenas da cidade. Fazia isso sozinho até que o grupo foi criado. Sempre que posso participo dos encontros. É uma ótima oportunidade de trocar experiência com outras pessoas", enfatizou. (M.R.)





