Cláudio Gabriel gosta de personagens complexos. Aliás, foi essa característica que o instigou a viver o Edu, em "Vitória". O veterinário do folhetim de Cristianne Fridman é um papel de alta carga dramática, que perde a estabilidade ao longo da trama. "Edu começou com cenas de muito sofrimento, término de casamento. Agora, está tentando se reerguer e reconquistar tudo o que perdeu", conta.
Falando de sua trajetória, o ator ressalta que o fato de o diretor Edgard Miranda tê-lo escalado para viver Edu só confirma uma estrada multifacetada durante a carreira. Além disso, Cláudio elogia as reviravoltas que seu personagem tem tido dentro da trama e acredita que, dessa forma, a autora traz a história para um lugar mais próximo da realidade. "Os personagens de novela são monomotivados. Então, quando o autor consegue se libertar disso, o resultado é mais ousado", reflete.
Além da televisão, Cláudio faz teatro e cinema. Ele destaca que as junção dessas três plataformas lhe rendeu a estabilidade que hoje alcançou. E, embora alegue que a arte é sempre igual a uma corda bamba, principalmente no Brasil, ele consegue se equilibrar diariamente para seguir na profissão. "Foi uma estrada de luta. Nunca foi fácil. Não é até hoje porque todo dia tenho de provar que sou bom", relata.
Inquieto com a arte, o ator, desde 2010, tem se dedicado à pintura. Sabendo que possuía essa habilidade, Cláudio resolveu desenvolvê-la na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e agora até participa de exposições. "Não é um hobby. Eu seria menos atormentado se fosse, porque um hobby relaxa você. A pintura, na verdade, é um campo de trabalho que estou abrindo", revela.

Nome: Luiz Cláudio Gabriel Serra.
Nascimento: Em 18 de setembro de 1969, no Rio de Janeiro.

O primeiro trabalho na tevê: "'As Pessoas da Sala de Jantar'. Foi um 'Caso Especial' ainda com Paulo José e Eva Wilma, que faziam meus pais, no ano de 1991".
Atuação inesquecível: "Em 'Vitória', uma cena da separação do Edu e da Renata, quando ele está fazendo as malas para ir embora. Foi bem forte".
Um momento marcante na carreira: "O personagem Severino que eu fiz em 'Laços de Família', pois ali foi como se eu tivesse me apresentado para os diretores de televisão, em 2001".
A que gosta de assistir: "Bons filmes".
O que falta na televisão: "Mais programas culturais".

Ator: Kevin Spacey.

Atriz: Maryl Streep.

Com quem gostaria de contracenar: Lima Duarte.

Novela preferida: "Roque Santeiro", de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, exibida pela Globo em 1985.
Vilão marcante: "O Capitão Gancho, de 'Peter Pan'".
Que papel gostaria de representar: "Um trabalho em cima da literatura de Charles Bukowski, dosando comédia e drama".
Filme: "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança", de Michel Gondry (2004).
Livro: "A Invenção de Morel", de Adolfo Bioy Casares.
Música: MPB.

Autor: Gabriel García Márquez.

Diretor: Stanley Kubrick.

Medo: "De me machucar jogando futebol".

Projeto: "Estou em um projeto com a Maytê Piragibe que se chama 'Exorciza-me', um monólogo com textos dela e minha direção para o ano que vem. E vai ser lançado, em 2015, o filme 'Ninguém Ama Ninguém por Mais de Dois Anos', de Clóvis Mello do qual faço parte".

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