ReproduçãoEste cofre em ferro do século XVII, proveniente de um
castelo da Itália, foi uma das peças expostas na mostraPelo menos 500 pessoas visitaram a exposição ‘‘Tesouros Paranaenses - Mostra de Objetos e Mobiliários pertencentes às famílias do Norte do Paranᒒ, instalada no Museu de Artes de Londrina, e que se encerrou no último domingo. Os números foram divulgadas ontem pela supervisora do evento, Regina Stella Victorelli Borile. A renda arrecadada será inteiramente revertida para a finalização da Casa de Apoio Madre Leônia, que vai atender a pacientes do Instituto do Câncer de Londrina. A promoção da Mostra foi do Rotary Club de Londrina/Alvorada e Museu.
Foi uma iniciativa inédita cuja idéia começou a ser trabalhada desde o ano passado. Ao todo, foram reunidas 100 peças de valores inestimáveis que iam de cartões postais até objetos com mais de três mil anos emprestados de famílias de Londrina, Rolândia, Cambé e Cornélio Procópio. A coordenadora da exposição foi Vera Maria Canziani, que contou com o patrocínio das seguintes empresas: Cacique Café Solúvel, Coral Gables Imported Gifts, Indústria e Comércio Hidromar Ltda, Secretaria da Cultura de Londrina, Sercomtel S/A Telecomunicações e Viação Garcia.
Como se trata de uma causa beneficente, o catálogo com os objetos ainda pode ser adquirido no Cartório Canziani (Avenida Paraná, 427) ao preço de R$ 20,00. ‘‘Esse catálogo até parece com a da Sotheby’s (Casa de Leilões em Londres). E além disso, poderia também servir de material de pesquisa para decoradores’’- diz Regina Victorelli. Ela adianta que pode haver, no próximo ano, uma exposição similar só que com outros temas, tais como etnias e profissões.
Troca de imóveis Para Regina, a exposição ‘‘Tesouros Paranaenses - Mostra de Objetos e Mobiliários pertencentes às famílias do Norte do Paranᒒ só não foi prolongada por falta de condições técnicas do Museu para sua continuidade, que vão de segurança até climatização. É por esse motivo que Regina pretende, junto com alguns amigos, formular um abaixo-assinado, a ser encaminhado à Prefeitura de Londrina, sugerindo a troca de prédios entre o Museu de Artes e a Biblioteca. ‘‘O prédio da Biblioteca é um bom lugar para se guardar, por exemplo, um acervo permanente, por ser mais fechado, mais fácil de climatizar e de fazer a segurança’’- aponta ela.
Ainda segundo Regina, cerca de 300 pessoas - inclusive alguns funcionários do Museu - já manifestaram apoio à idéia da troca de imóveis. ‘‘Vamos tentar fazer isso, mas se for impossível, paciência. Não vou brigar com ninguém. Faço esse tipo de proposta por ser uma londrinense que gosta da cidade’’- diz ela.

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