Com a proposta de institucionalização do Festival de Música de Londrina (FML), a 24 edição do evento, prevista para julho, pode passar por reformulações. Anteontem, representantes dos promotores do FML (Governo do Estado, Prefeitura e Universidade Estadual de Londrina) estiveram reunidos na cidade e decidiram criar uma comissão para coordenar o evento.
A secretária de Estado da Cultura, Vera Mussi, veio a Londrina para conversar com o secretário municipal da Cultura, Bernardo Pellegrini; a reitora da UEL, Lygia Puppato; o diretor da Casa de Cultura da UEL, Kennedy Piau, e a presidente da Associação dos Amigos do Festival de Música, Maria do Carmo Duarte. Na reunião, algumas mudanças foram apontadas.
O secretário Bernardo Pellegrini reafirmou que a proposta é despersonalizar a direção do festival e fazer com que as instituições promotoras assumam o evento de maneira contundente. ''Um colegiado terá a função de agregar mais pessoas'', disse.
Consenso entre os promotores, a decisão de indicar três nomes para a coordenação é vista com reservas pela presidente da Associação dos Amigos do FML. ''Pode ser uma boa idéia fortalecer institucionalmente para que o festival não seja personalizado, mas a operacionalização pode ser mais difícil'', defendeu Maria do Carmo Duarte. ''Três pessoas vão formatar o evento. É uma idéia nova, espero que dê certo. Vamos aguardar para saber quem serão essas pessoas''.
O festival poderá ter duração prolongada para 30 dias, potencializando as produções realizadas na parte pedagógica. ''A idéia é que as oficinas se incorporem mais à programação artística'', comentou Pellegrini. O diretor da Casa de Cultura da UEL, Kennedy Piau, salientou que as produções dos alunos poderão ter um período maior para apresentações, atingindo um número superior de espectadores.
A secretária Vera Mussi requisitou uma participação mais efetiva do Estado na concepção do evento, priorizando o envolvimento de músicos do Paraná e ampliando as extensões do festival na região.
O 24º FML também vai homenagear todos os ex-diretores do evento. ''Teremos um processo de aglutinação de pessoas que fizeram a história do festival. A idéia é elaborar projetos específicos vinculados a esses artistas'', contou Piau.
Bernardo Pellegrini afirmou que existe a intenção de levar as atividades para bairros de todas as regiões da cidade. ''A Mostra Londrina deve ser reforçada e outros artistas e manifestações artísticas do Paraná farão parte da programação''. A Orquestra Sinfônica de Londrina (Osuel) também poderá voltar a ser base do festival. Além de fazer os concertos de abertura e de gala do FML, a Osuel ampliaria sua participação no evento como base para outros projetos. ''Ainda vamos conversar com os músicos da orquestra sobre essa questão'', disse o diretor da Casa de Cultura.
O próximo passo para os promotores, juntamente com a Associação de Amigos do Festival de Música, é realizar uma reunião ampliada para fazer uma avaliação e eleger pontos fracos e fortes do evento, readequando conceito, formato e programação. ''Até o final do mês deveremos ter os nomes que vão compor a coordenação. Entre fevereiro e março o projeto completo deverá ficar pronto'', anunciou Piau. Por enquanto, ninguém quis adiantar nomes.
Um projeto no valor de R$ 1 milhão foi encaminhado ao Ministério da Cultura/Lei Rouanet e aguarda aprovação para o início da captação de recursos. O município já garantiu R$ 200 mil (como projeto estratégico do Programa Municipal de Incentivo à Cultura, o Promic). Apesar de ainda não ter o valor definido, este ano o Estado incluiu o evento londrinense no orçamento. A UEL também deverá entrar com recursos financeiros (R$ 40 mil) e infra-estrutura.

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