INICIATIVA - A paz em prosa e cor
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de julho de 2003
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
''A televisão poderia contribuir muito, através de mais programas que mostrassem as atividades ligadas à paz, cenas que inspirassem a paz e não tanta violência como tem aparecido. (...) Pois a paz também é comunicação.''
Com apenas 12 anos, a aluna Marianne Paola de Assis expressa, em sua redação, que já sabe o que sugerir para a construção de um mundo mais pacífico. Desde cedo, ela vem aprendendo que pazear é um verbo citado até em dicionário e que precisa ser conjugado por mais pessoas para se tornar realidade.
A redação dela foi uma das 25 escolhidas para integrar a coletânea de textos e desenhos sobre a paz. A iniciativa faz parte do projeto ''Idéias dos estudantes de Londrina para Construção de uma Cultura de Paz'', que envolveu alunos de 1 a 8 série de Londrina.
Desenvolvido pela organização não-governamental (ONG) Movimento pela Paz e Não-Violência - Londrina Pazeando, em atuação há três anos na cidade, cerca de 200 escolas municipais, estaduais e particulares foram convidadas a discutir a paz em sala de aula e participar do projeto. Em julho, os melhores trabalhos foram selecionados e agora dependem de patrocínio para a sua publicação. O projeto tem apoio institucional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
De acordo com Luis Cláudio Galhardi, um dos coordenadores do projeto, a expectativa é que o livro seja lançado em setembro, data da comemoração da 4 Semana Municipal da Paz, desde que haja patrocínio suficiente. A publicação de mil exemplares foi orçada em R$ 4,5 mil. Até agora, apenas a empresa Sinamed-Assistência Médica e a Escola Educacional teriam confirmado apoio finaceiro, que totaliza R$ 1 mil.
''O resultado dos trabalhos está muito bom e é fundamental o patrocínio para garantirmos a publicação e divulgarmos ainda mais a importância da paz'', disse Galhardi.
A intenção é que o livro ajude a colocar os alunos em contato com idéias de pacifistas, de pessoas que realmente promoveram a paz. ''Na escola, aprendemos sobre os 'heróis-guerreiros', como Duque de Caxias e Mém de Sá, que, na verdade, foi um grande exterminador de índios. As crianças não conhecem Gandhi, que lutou pela paz sem armas. E é preciso construir essa consciência crítica nas crianças'', destacou Galhardi. Nesse trabalho de conscientização, também são evidenciadas as ações de Madre Teresa de Calcutá e Martin Luther King, que souberam promoveram a paz.
A ONG também organizou um ciclo de palestras, nos meses de abril e maio, com Clóvis Nunes, Fábio Otuzi Brotto e José Hermógenes, que têm trabalhos reconhecidos na área da ''cultura da paz''. No evento, professores tiveram a oportunidade de se aprofundar na temática e levar mais conteúdo para debates em sala de aula.
Além da ONG Londrina Pazeando, participam da organização da coletânea as secretarias municipais de Educação e de Cultura. Os outros órgãos envolvidos na produção do livro são: Núcleo Regional de Educação, Sindicato das Escolas Particulares de Londrina, Universidade Estadual de Londrina, Instituto de Educação Igapó e Sindicato dos Jornalistas.
Serviço
Mais informações sobre o projeto ''Idéias dos estudantes de Londrina para Construção de uma Cultura de Paz'' podem ser obtidas pelo telefone (43) 9996-1283 (falar com Luis Cláudio Galhardi)


