Quando ainda estudava na quarta série, Rodrigo Franco Ferreira, hoje com 18 anos, deu início às suas primeiras pesquisas científicas como aluno bolsista do Colégio Interativa. Já na sétima série, começou uma pesquisa sobre cogumelos, em parceria com a UEL. No ano seguinte, a pesquisa sobre substratos que favorecem o crescimento do cogumelo comestível hiratake - que tem alto valor nutritivo e poderia ser adicionado a uma multimistura de combate à fome - resultou em premiações nas principais feiras científicas nacionais e internacionais, viajando aos Estados Unidos e ao México, além de uma visita aos ministros da Educação e Meio Ambiente.
No primeiro ano do Ensino Médio, o tema de pesquisa foi o potencial de um fungo no controle de três tipos de pragas da soja, em parceria com a UEL e a Embrapa. ''Esse trabalho exigiu muita dedicação, mas foi uma experiência gratificante. Aprendi, por exemplo, a extrair o DNA desse fungo'', comenta. Com monografia também premiada, viajou mais uma vez aos EUA.
No terceiro ano, foi a vez de ele fazer parte de uma pesquisa na área de humanas sobre a questão racial nos materiais didáticos da oitava série, que lhe rendeu uma premiação no Jovem Talento, da Unopar. Atualmente cursando Medicina na PUC de Porto Alegre, de férias em Londrina, Ferreira reconhece que a iniciação científica foi um diferencial na sua formação. ''E que ainda vai me trazer benefícios na graduação'', acrescenta.
Há dez anos integrando a grade curricular da escola desde a educação infantil, a disciplina de iniciação científica dá liberdade para que os alunos escolham os seus temas de estudo conforme o seu grau de interesse. Nesse período, já foram mais de 50 premiações. ''É muito importante a escola ter em mente que não existe barreira para o conhecimento. Ela não pode cercear a curiosidade e a motivação do aluno'', destaca a assessora pedagógica Silvia Helena Carvalho. (A.P.N.)

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