Infelicidade na vida de excessos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de agosto de 2009
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Hilda é uma mulher bem-sucedida profissionalmente, casada há 26 anos com Zeca, igualmente brilhante nos negócios. Max e Ana têm condição semelhante. Ambos os casais, porém, sentem-se sozinhos, pagam o preço pelo egoísmo, a ambição desenfreada, a ganância, a vaidade. Os personagens são o ponto de partida de reflexões sobre os conflitos humanos no espetáculo ''Uma História de Pouco Amor'', que estreia hoje, no Miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba.
''É uma peça em que nós trabalhamos a arrogância e a vaidade, a destruição de si próprio e da própria vida. Os personagens vivem a ganância e a ambição em busca de um poder que não se encontra. São situações que podem acontecer com qualquer um, há uma identificação muito grande com o público'', explica a atriz e produtora Laura Haddad, que vive Hilda. ''Hilda é extremamente bem-sucedida, mas é frustrada no amor. Ela é competente e tem um casamento de 26 anos, só que vive uma relação de afeto e o amor não existe mais. Ela não pratica sexo, por exemplo, porque acredita que o sexo transforma as mulheres em objeto'', destaca.
A história urbana contemporânea tem texto inédito de Edson Bueno, com a presença do experiente diretor carioca Moacir Chaves, que já assinou, entre outras peças consagradas, ''Esperando Godot''. ''O Moacir é extremamente detalhista no trabalho com o ator, desde a respiração até os movimentos de cada um, faz um trabalho bem específico com os personagens'', comenta a atriz.
A crueza com que os temas são tratados pode sugerir uma visão pessimista. No entanto, a esperança está ali, justamente no amor, mesmo que seja pouco, como no título da peça. ''Todos nós temos um pouco de amor e às vezes não notamos a importância que esse amor tem em nossa vida'', reflete Laura.
SERVIÇO
- Uma História de Pouco Amor
Quando - De amanhã até 6 de setembro, de quinta a sábado, às 21h, e aos domingos, às 19h
Onde - Miniauditório do Teatro Guaíra (R. Amintas de Barros, s/nº), em Curitiba
Quanto - R$ 14, R$ 10 (com bônus) e R$ 7 (estudantes e classe artística)


