Inês Hamann com
‘Intus Legere’
Abre hoje, no Museu de Arte do Paraná, a exposição ‘‘Intus Legere’’ (Leitura Íntima), da artista plástica Maria Inês Hamann. Os obras, de dupla face - acrílico e chumbo -, tratam da questão da violência que perpassa o homem, tirando-lhe a dignidade.
O espectador é convidado a ver a frente e o verso que mostram corações feitos com mangueiras de silicone transparentes, tramas de fios de chumbo recheados com um emaranhado de fitas vermelhas, fios de cobre, entre outros materiais de origem artificial, combinados com criações inusitadas feitas com produtos extraídos da natureza, como fluido, sangue e vísceras.
Polêmico, o trabalho da artista tem como tema o processo de banalização do mal, dos valores da justiça. verdade, solidariedade e amor. É o aviltamento da vida e da dignidade humanas, atitude muito disseminada na sociedade contemporânea.
Em ‘‘Intus Legere’’, Inês apresenta duas visões sovre um mesmo tema. esculturas em chumbo, que representam a degradação do amor e da esperança desse amor, e os acrílicos que representam a disseminação da violência.
O trabalho com materiais extraídos da natureza originou-se da desilusão da artista com a utilização de outros elementos que, segundo ela, sendo artificiais, apenas simbolizam a vida. Trabalhar com sangue, larvas, fungos e fluidos fazem de suas obras representações mais próximas dela.
Exposição ‘‘Intus Legere’’, da artista plástica Maria Inês Hamann, no Museu de Arte do Paraná, Rua Kellers, 289 - Alto do São Francisco, de 18 de junho a 15 de julho, de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 13h às 18h; sábados e domingos, das 10h às 16h.

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