Indústria do audiovisual cresce e aparece
Com o objetivo de investir na formação profissional para cinema, deve começar a funcionar no ano que vem o Centro Técnico Audiovisual Regional (CTVA Regional) em Londrina, provavelmente na Casa de Cultura da UEL. Liderado pelo cineasta paranaense Lucas Amberg, em conjunto com o Sindicato da Indústria Audiovisual do Paraná (Siapar), o trabalho deve fomentar o desenvolvimento de uma política de audiovisual no Estado e o projeto já está passando pela avaliação do governo. A idéia é viabilizar o CTAV também em Cascavel e Curitiba.
Cada centro técnico será montado em amplo espaço com estúdio de som (para mixagem), cinco câmeras digitais 3 CCD, cinco ilhas de edição, cinco kits de luz, dez monitores com fone de ouvido para videoteca, que será composta de cinco computadores, 1000 títulos de vídeo, 500 cópias de roteiros cinematógraficos e 200 livros sobre cinema. No local também serão viabilizados cursos básicos gratuitos de direção, roteiro, direção de arte, fotografia, entre outros. O custo previsto para cada montagem é de R$ 350 mil e a manutenção será feita em parceria com o município que vai alocar o projeto.
''O CTVA é uma das partes do grande projeto que temos para desenvolver a indústria audiovisual do Paraná e começar uma conscietização política para isso. Acredito que há muitos talentos no Paraná e precisamos 'escancarar as portas' para potencializar um novo mercado'', ressaltou Amberg. Sobre a necessidade de usar dinheiro público para dar esse ''empurrão'' na indústria do audiovisual, ele é taxativo: ''Todas as indústrias precisaram de força do governo para se estabelecerem no início de sua atuação''.
Entusiamado com o crescimento do cinema, Amberg também está em Londrina organizando a pré-produção para um filme que irá rodar em breve na cidade. A cidade cenográfica será montada no Aterro do Igapó II, aproveitando a madeira utilizada no cenário do filme Gaijin II, de Tizuka Yamasaki, que teve locações na cidade. ''Quando as montagens acontecerem, a população vai compreender melhor a concepção de cinema e quanto ela permite que se reutilize materiais'', diz. (A.P.N.)





