Índios jovens tinham aulas de arquitetura e artes
Como a maioria dos visitantes é composta por historiadores ou curiosos pelo passado, vale destacar que a vida nas missões foi bastante enriquecedora para a formação dos pequenos índios, mas extremamente desgastante para os mais velhos. Além dos preceitos da religião cristã, os colégios ensinavam também noções de matemática, arquitetura e urbanismo, escultura, música e aulas de canto. O respeito à liberdade e a não imposição de um líder pelo uso da força foram pontos positivos mas, como qualquer comunidade, o uso do cárcere privado era comum para os que cometiam erros.
Outro ponto negativo sobre o dia a dia das missões, segundo pesquisadores argentinos, foi a diminuição do tempo de vida dos guarani. Enquanto um índio da época vivia entre 45 e 50 anos dentro das florestas, a maioria dos doutrinados pelos jesuítas não ultrapassava os 35 anos de idade. Isso porque o trabalho braçal pesado, como carregar pedras enormes para edificar casas e igrejas, era incomum na vida das tribos.
Mesmo assim, o sistema comunitário das reduções é considerado um dos melhores modelos já idealizados na história mundial. A chamada República dos Guarani foi elogiada por diversos historiadores e filósofos, entre eles Voltaire e Montesquieu, e é defendida até hoje por grandes pensadores antiglobalização.





