Verão, sol, calor, sorvete... Este encadeamento de idéias parece extremamente natural quando se pensa no verão brasileiro. É nesta época do ano que o consumo de sorvete vai à estratosfera para acompanhar as altas temperaturas registradas nos termômetros. Mesmo assim, o Brasil é um dos países onde menos se consome sorvetes no mundo.
Hoje, por incrível que pareça, os maiores consumidores são os Estados Unidos - onde cada pessoa ingere, em média, 23 litros de sorvete ao ano; e Europa, onde a média é de 15 litros por pessoa ao ano. Na América do Sul, os argentinos são os mais apaixonados pelo ‘‘helado’’, degustando uma média de oito litros por pessoa/ano. Nós, brasileiros, não entramos nem na lista dos dez mais ‘‘sorvetemaníacos’’: cada um só consome três litros de sorvete anualmente.
E isto se deve a apenas um motivo: embora o Brasil tenha um verão mais prolongado, com as altas temperaturas se estendendo da primavera ao outono (e, às vezes, avançando também pelo inverno), o brasileiro vê o sorvete apenas como um doce ‘‘refrescante’’, que deve ser saboreado no auge do calor, quando a marca dos 30 graus foi, há muito, deixada para trás.
Por sua vez, em outros países, mesmo enfrentando temperaturas bem abaixo de zero em seu inverno, o consumo se mantém num ritmo constante durante todo o ano. E isto se deve ao fato do sorvete ser encarado, por lá, como um alimento com alto teor de gordura e uma ótima fonte de calorias. Assim, a gelada iguaria é vista como algo muito eficaz para combater o frio.
(T.E)

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