Foi-se o tempo em que um escritor precisava, obrigatoriamente, de uma editora interessada para publicar seus livros. Com isso, aquela espera angustiante depois de mandar os originais para dezenas de editoras na esperança de uma resposta positiva e ver a obra pronta para invadir as prateleiras é cada vez mais incomum. Mais do que nunca, o mercado editoral está altamente acessível e qualquer um que tenha uma quantia em dinheiro para investir ou, no mínimo, disposição, pode conseguir dar vida à "cria". Sim, porque apesar de remar contra maré, num cenário em que a internet vem reduzindo o público de publicações impressas em geral, ver o livro físico ainda é o sonho de muita gente.
Hoje, há, basicamente, três caminhos para transformar um texto em livro (impresso): com a contribuição de uma editora tradicional, com o auxílio de uma empresa prestadora de serviços editoriais ou, ainda, por conta própria, apenas com serviço gráfico. No caso da primeira, os originais passam por uma curadoria ou comissão editorial que vai avaliar a obra em questão. Se estiver dentro dos requisitos e linha editorial, a empresa arca com todos as responsabilidades e burocracias da publicação. Para isso, muitas requerem participação nos lucros das vendas. Além de tudo, é comum que os originais fiquem anos esperando por uma resposta.
Mas o modelo que vem sendo muito procurado são as editoras que prestam serviços e, consequentemente, dão seu selo. São especializadas em publicar livros e, portanto, oferecem todo o trabalho, que vai desde a revisão, edição, até a diagramação (incluindo criação da capa) e impressão, desenvolvendo um produto de qualidade. Algumas acrescentam a isso um suporte comercial na venda dos exemplares, cuja quantidade pode ser pequena e o número de páginas também. Nesse perfil de editora, o autor costuma ter uma grande autonomia e poder de decisão sobre a obra. Em média, com cerca de R$ 5 a 6 mil é possível ter 500 exemplares de cerca de 100 páginas de texto.
Dentro desse universo, contudo, há aqueles que prefiram somente o serviço gráfico, ou seja, não passam pela intermediação de uma editora. Para tanto, o autor precisa, previamente, organizar todo o arquivo e, então, mandá-lo à gráfica que vai apenas e tão somente imprimir o livro. Isso implica em ter toda a diagramação de textos e imagens, bem como arte da capa prontos.
Um detalhe importante: independentemente da escolha, é recomendável que, ao terminar de escrever a obra, ela seja registrada na Fundação da Biblioteca Nacional, garantindo, assim, os direitos autorais sobre a produção.

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