Inclusão vai além da sala de aula
O aluno Rodrigo Coelho de Souza, 13 anos, estudante da 3 série do Ensino Fundamental da Escola Municipal Doutor Vitório Franklin, de Rolândia, foi um dos mais animados com o passeio. ''Foi muito legal e não achei difícil pelo fato de ter deficiência visual. Lido bem com isso e além de estudar, faço aulas de violão, natação e catequese. Sobre o meu futuro, acredito que o futuro é o que está acontecendo agora e exigo respeito por parte das outras pessoas'', disse.
Outro participante bastante empolgado com a experiência foi Michael Bráz Veigas, 22 anos, de Londrina, deficiente visual desde o nascimento. ''Gosto muito da natureza e sempre pratiquei alguns esportes mais radicias, e não me importo com os machucados que podem vir a acontecer. A gente não pode fugir da realidade'', pontuou. Atualmente prestando vestibular para Direito, Veigas relatou que prefere gravar as aulas do que usar a leitura em braile. ''Isso exige uma dedicação individual a mais do aluno, que também precisa desenvolver a memória.''
A professora de educação especial Sandra Maria Steigen Berger Fier ressaltou o ineditismo desse tipo de iniciativa na nossa região para os deficientes visuais. ''O trabalho de inclusão vai além da sala de aula e não podemos nos esquecer da capacidade intelectual dessas pessoas. Antes da lei da inclusão, esses alunos não estudavam em escolas regulares'', criticou.
Quem também esteve presente ao passeio foram duas coordenadoras Centro de apoio pedagógico para atendimento às pessoas de deficiência visual (CAP), de Londrina, Shirlei Mara Sambatti e Shirley Alves Godoy. O centro, que funciona na Escola Estadual Daril Vellozo, foi inaugurado em abril e tem três núcleos de atuação: capacitação de docentes para trabalhar com alunos deficientes visuais; produção de material (incluindo impressões em braile) e convivência,
que realiza estudos de obras literárias, teatro e palestras. (A.P.N.)





