INCENTIVO À LEITURA - Para gostar de ler
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de novembro de 2014
Ana Paula Nascimento<br>Reportagem Local 
Como forma de estimular o hábito da leitura desde a infância, o Instituto A.Yoshii realizou na última terça-feira uma contação de histórias com a palhaça Malagueta para um grupo de alunos do quinto ano da Escola Municipal Nara Manella, de Londrina, no Showroom da A.Yoshii, em parceria com o Programa Folha Cidadania. A ação faz parte de um projeto do instituto que visa estreitar a relação com a comunidade escolar da cidade para incentivar o hábito da leitura desde a infância e divulgar a Sala de Leitura da entidade.
Inaugurada em setembro, a biblioteca futuramente vai realizar empréstimos de livros para o público externo atualmente apenas funcionários e familiares de colaboradores podem usufruir das 1.000 obras de vários gêneros disponibilizadas no local. "Essa ação é um primeiro passo para nos aproximarmos das escolas municipais, já que a nossa intenção é futuramente ampliar a nossa Sala de Leitura a esse público, que terá à disposição títulos novos de romances, biografias, livros infantis e infantojuvenis, entre outros", informa a supervisora Larissa Squizzato, do Instituto A.Yoshii.
E com o seu jeitinho espevitada e dinâmica, a palhaça Malagueta de Andrea Pimenta encantou as crianças com suas histórias sobre o universo circense do palhaço. A partir de histórias contadas oralmente, o mote para mexer com a curiosidade das crianças e lembrar - de uma forma lúdica - que são o contato e a familiaridade com os livros que permitem o acesso a tantas histórias interessantes. Histórias, aliás, que nos ajudam a compreender um pouco mais do mundo que nos cerca, a organizar as ideias e a elaborar as próprias histórias. Brincadeiras musicais e corporais também fizeram parte da apresentação.
Sentados ao chão, os alunos acompanharam a performance da simpática e engraçada palhaça, que contou a saga do palhaço Biduim - que, após ser enfeitiçado por uma bruxa, passou por várias situações difíceis até conseguir reencontrar a própria essência e viver uma vida coerente com os seus valores.
Na segunda história, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer a história do palhaço Paçoca, que um dia percebe que perdeu a própria risada e sai em busca do "riso que vem de dentro", encontrando a Tristonha - que acaba se tornando a Felícia e sua companheira de picadeiro. As histórias são baseadas nos livros "O Palhaço Biduim", de Bia Bedran, e "A Risada de Biriba", de Isabel Botelho, respectivamente.
A professora Irínea Lima, responsável pelas atividades da biblioteca da Escola Municipal Nara Manella, aprovou a ideia da contação e concorda que a história contada tem o poder de despertar o interesse dos alunos pela leitura. "Na escola, os alunos adoram a Hora do Conto e sempre querem pegar os livros após a apresentação", afirma.
O desafio, segundo ela, é oferecer um acervo atrativo para a faixa etária dos alunos do quinto ano, já que não há uma grande quantidade de livros específicos para o público infantojuvenil, de modo geral, nas escolas municipais.
MONITOR MIRIM
Para estimular a leitura dos alunos, o professor regente Kleber Rodrigo Bifon realiza desde o começo do ano uma atividade em que parte da sua aula é destinada para a apresentação oral dos livros que os alunos estão lendo durante a semana. "Com isso, eles realmente estão lendo os livros e acabam motivando os outros a lerem também. Passaram a selecionar melhor as histórias, estão desenvolvendo a oralidade e alguns superaram até a timidez, fora os talentos que estamos descobrindo no decorrer desse trabalho, com alunos que realmente sabem elaborar com muita beleza a contação das histórias ", destaca.
Um bom exemplo do quanto essa atividade motivou alguns alunos foi a iniciativa das alunas Mariane Santos Cassula, Milena Aparecida de Jesus Souza e Sabrina Chrissie Braz de Souza, que participam do projeto Monitor Mirim contando histórias para os alunos menores da escola, no contraturno, durante o recreio. "Contamos histórias, utilizamos fantoches, fazemos brincadeiras e até 'tiramos' a leitura dos alunos. Eles estão mais interessados e decidimos fazer isso à tarde porque vimos como a atividade que estamos fazendo em aula, de contar as histórias para os colegas, está nos ajudando muito", comentam as alunas.


