‘‘Era ele que er­guia ca­sas/ On­de an­tes só ha­via ­chão./ Co­mo um pás­sa­ro sem ­asas/ Ele su­bia com as ­asas/ Que lhe bro­ta­vam da mão.’’ As­sim co­me­ça o poe­ma ‘‘Ope­rá­rio em ­Construção’’, de Vi­ni­cius de Mo­raes (1913-1980), que mos­tra um tra­ba­lha­dor sen­do cons­truí­do atra­vés de ­suas ­ideias e ­ideais.
  No poe­ma, o ho­mem ad­qui­re for­ça atra­vés de sua ra­zão. As­sim tam­bém o Plan­tão Sor­ri­so mos­trou, em uma apre­sen­ta­ção no can­tei­ro de ­obras do edi­fí­cio Bri­sas Iga­pó, na Gle­ba Pa­lha­no, que as de­ze­nas de ope­rá­rios ali pre­sen­tes po­dem cres­cer atra­vés da lei­tu­ra. A apre­sen­ta­ção, ocor­ri­da na se­ma­na pas­sa­da, foi pro­mo­vi­da pe­lo pro­je­to ‘‘Clu­be da ­Leitura’’, que a cons­tru­to­ra A. Yos­hii man­tém em ­três ­obras.
  Em ca­da can­tei­ro, uma cai­xa com cer­ca de 50 li­vros e re­vis­tas é dis­po­ni­bi­li­za­da pa­ra os fun­cio­ná­rios, que des­ta for­ma têm aces­so a ­obras de li­te­ra­tu­ra, au­toa­ju­da, li­vros téc­ni­cos e ou­tros con­teú­dos sem nem ­sair do tra­ba­lho. Pe­rio­di­ca­men­te, os exem­pla­res são tro­ca­dos por ou­tros, co­mo for­ma de di­ver­si­fi­car o acer­vo ofe­re­ci­do.
  Se­gun­do Adria­na Cas­tro dos San­tos, res­pon­sá­vel pe­lo pro­je­to, o ob­je­ti­vo da ini­cia­ti­va é sim­ples­men­te ­criar o há­bi­to de lei­tu­ra nos ope­rá­rios. Por­que ela sa­be que as con­se­quên­cias des­sa mu­dan­ça vão lon­ge. ‘‘O há­bi­to de ler, mes­mo que uma em­ba­la­gem, um jor­nal, já faz a di­fe­ren­ça em re­la­ção a ­quem ape­nas exe­cu­ta as coi­sas e não lê. O ra­cio­cí­nio se de­sen­vol­ve e os be­ne­fí­cios se re­fle­tem não só no tra­ba­lho, mas na vi­da, por­que ­eles cres­cem co­mo ­pessoas’’, ar­gu­men­ta.


● Foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor brasileiro


● Organização cultural criada em 1996 formada por atores especializados na arte do palhaço e treinados para atuar em hospitais. Semanalmente visitam seis hospitais em Londrina e um em Cambé

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