INCENTIVO - O corpo em movimento
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segunda-feira, 24 de junho de 2013
Ana Paula Nascimento<br>Reportagem Local 
Com o objetivo de despertar nos alunos o interesse pela prática esportiva, a segunda edição do "Festival Esportivo das Escolas" reuniu na última terça-feira cerca de dois mil alunos dos 4º e 5º anos de 58 instituições da rede municipal. O evento contemplou atividades de vôlei, xadrez e atletismo, que foram realizadas simultaneamente no Ginásio Moringão e no Zerão, nos períodos da manhã e da tarde. Antes do início formal da programação, foi bonito de ver as crianças cantando de cor o hino nacional. Nas arquibancadas, alguns pais orgulhosos.
"O festival não tem caráter competitivo, o enfoque é mais pedagógico, dando oportunidade de o aluno vivenciar um trabalho de campo, colocar em prática as habilidades que foram estudadas no primeiro semestre", explica Junior Cesar Dias de Jesus, assessor pedagógico de esportes da Secretaria de Educação. No final do ano passado, quando tivemos a primeira edição, tivemos atividades de futsal, bola queimada e ginástica, que englobou também modalidades de dança e circo", lembra Dias de Jesus.
A iniciativa também tem como objetivo trabalhar como temas transversais o trabalho de equipe e a cultura do lazer esportivo. "A nossa intenção é que eles sejam pessoas ativas na fase adulta, o que favorece uma melhor qualidade de vida", acrescenta o assessor.
Com alunos empolgados e animados, as equipes algumas com uniformes esportivos - se dividiram para participar das provas, com direito a torcida organizada. No mini vôlei, a cada ponto marcado era possível ouvir os gritos ecoando pelo ginásio. Já na partida de xadrez, também realizada no Moringão e que deveria ter duração média de 10 minutos (ou xeque-mate), a concentração era a marca registrada dos competidores.
A prova que mais chamou a atenção dos alunos foi o circuito realizado no Zerão que incluiu cross country (corrida com direção sinuosa e obstáculo), prova de velocidade e meia distância. No dia ensolarado, a atividade ao ar livre era a prova viva de que as crianças gostam mesmo de se movimentar. Muitas até preferiram competir com os pés descalços: "é bem melhor", várias diziam, suadas e felizes.
A empresária Geviely Rodrigues, mãe de Zion Rodrigues Marcolino, 8 anos, aluno da Escola Municipal Maestro Andréa Nuzzi, fez questão de prestigiar o filho. "Ele gosta de atletismo e é skatista semi-profissional, mas apesar de gostar muito de esportes precisamos sempre controlar o tempo que ele quer ficar em frente ao computador e à televisão. É uma competição desleal", comenta Geviely.
"Acho vital ter esportes na escola e por mim ele teria mais do que as duas aulas semanais obrigatórias na rede municipal; e acho ruim que na escola estadual as aulas de educação física tenham sido reduzidas", pontua a empresária, referindo-se à determinação na rede estadual que reduziu de três para duas as aulas obrigatórias de educação física. A nova regulamentação está em vigor há cerca de cinco anos e foi justificada como forma de ampliar a carga horária para atender novas disciplinas obrigatórias no ensino médio, como sociologia e filosofia. Segundo o Núcleo Regional de Educação não há nenhuma previsão de que a carga horária mínima volte a ser de três aulas semanais.
O professor de educação física Cleverson Oliveira da Silva, da Escola Municipal Noêmia Malanga, que também é idealizador do projeto de atletismo "Desafiando Gigantes", é defensor da valorização do esporte nas escolas. "As crianças são muito competitivas e a corrida é uma modalidade muito fácil de ser trabalhada com elas, ainda mais que não são criadas em 'sacadas', como costumo dizer. Brincam na rua e estão acostumadas a correr, a se movimentar", afirma. "Por outro lado, o esporte ensina o respeito à regra, ao adversário, e favorece a disciplina", defende.
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