Impossível resistir ao agito de Acapulco
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de julho de 2002
Flávia Perin<br> Agência Estado 
Que a noite de Acapulco é animada é verdade incontestável. Mas não é só isso. Além da animação, os mexicanos dão um show, literalmente, quando o assunto é balada. Espera-se cada madrugada como se fosse mais especial que a anterior, e já à tarde o burburinho começa para se descobrir qual boate estará mais agitada depois de o relógio marcar meia-noite. É aí que você conhece de onde vem a fama da ''noche'' acapulquenha.
Mais que a música, a ambientação das discotecas é o que faz a diferença. Noites temáticas também dão o tom, como ''mulheres de graça'' e ''festa da espuma'', e determinam o preço a pagar pela entrada. Como em São Paulo, cobra-se consumação mínima ou couvert artístico. Em média, os gastos para uma boa balada não ultrapassam os da capital paulista.
Na Avenida Costera ou no alto de uma montanha, na Carretera Escenica, cada casa noturna investe num estilo diferente e não menos ousado. As que ficam em ponto privilegiado caso da Enigma e da Palladium valorizam a vista para a baía com fachadas de vidro. A primeira segue o estilo egípcio e abusa do tema com um pouco mais de cores e luzes do que um faraó poderia aprovar. Já na Palladium, a mais alta de Acapulco, néons e outros elementos decorativos provocam efeito parecido. Em ambas, a certa altura da noite, uma cascata de fogos de artifício (do lado externo dos janelões) dá a sensação de um Réveillon fora de época.
E as surpresas não param aí. Nas duas danceterias, há chuva de confetes, de balões e jatos de fumaça fria o público vai ao delírio. Nem pense em abandonar a pista de dança. A ordem é acompanhar a coreografia frenética dos performistas, que, em trajes futuristas, embalam seus corpos movidos pelo jogo de luz e pelo som bate-estaca.
A estrela do show chega causando impacto ainda maior. Um cavaleiro medieval, todo pintado de prateado e coberto de minilâmpadas, sobe numa plataforma no meio da boate e chama todos para dançar. Empunhando uma tocha, é o elemento que faltava para ''botar fogo'' em quem ainda não se rendeu ao agito.


