'Importa educar o coração'
Há 33 anos atuando em Londrina, a Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel) hoje atende cerca de 1.500 alunos de 7 a 18 anos em diversos projetos realizados em contraturno.
Para 230 crianças de 7 a 14 anos, o Programa de Apoio Socioeducativo contempla atividades artísticas, culturais e de cidadania. O Programa de Profissionalização atende 520 adolescentes, de 15 a 18 anos, com os cursos de auxiliar administrativo, confecção industrial, montagem, configuração e manutenção de computadores, editoração gráfica e eletrotécnica industrial.
Após a conclusão dos cursos, os alunos são encaminhados ao Programa Aprendiz, em que os alunos têm um contrato de trabalho com as empresas por até dois anos, podendo ser contratados efetivamente depois. No momento há 450 aprendizes pela instituição, que duas vezes por mês realiza encontros de formação continuada com eles.
Além desses programas, a instituição realiza o Projeto Murialdo com adolescentes autores de ato infracional; está investindo em programas de geração de renda e profissionalização de ex-moradores de rua; é responsável pelo Programa de Estacionamento Rotativo Zona Azul, que atende 200 jovens de 18 a 24 anos; mantém a Escolinha de Futebol, com 109 crianças de 7 a 16 anos; atende 750 famílias do Bolsa-Família e Benefício Continuado e está organizando a fase de capacitação profissional de 90 adolescentes de 15 a 18 anos com extrema dificuldade de convivência social.
A Epesmel segue um dos lemas do fundador da congregação responsável pela instituição - Congregação de São José, fundada em 1873 por São Leonardo Murialdo, na Itália -, ''Importa educar o coração''. O desafio agora, na opinião do diretor geral, padre Carlos Alberto Wessler, é conseguir uma proximidade maior com os empresários locais para verificar as necessidades do mercado. ''Muitas vezes realizamos bons cursos, mas não conseguimos encaminhar os alunos, pois o mercado já está saturado e é por isso que esse diálogo é fundamental'', destacou.
Ele também ressaltou que é comum terem um retorno bastante positivo do empresariado local sobre o desempenhos dos alunos aprendizes. Contando com o convênio com a prefeitura que paga cerca de R$ 43 por aluno em curso profissionalizante e R$ 52 por aluno do programa socioeducativo, a entidade se mantém com recursos da Zona Azul, do serviço gráfico para terceiros e da venda de produtos agrícolas produzidos em propriedade rural da congregação. Mais informações pelo site www.epesmel.com.br ou pelo tel. (43) 3325-4128. (A.P.N.)





