O império dos incas surgiu por volta do ano 1.200 d.C. e durou aproximadamente três séculos. No auge, estendia-se pela faixa litorânea do Pacífico, do Equador ao Chile, penetrando nos Altiplanos peruano e boliviano.
A cultura inca se desenvolveu nos Andes Centrais. É a última etapa das culturas indígenas andinas, com desenvolvimento independente antes de sua colonização.
Essa civilização abrangia desde o atual sul da Colômbia até a metade do Chile, incluindo o Equador, Peru, Bolívia e o Noroeste argentino. O imenso império, segundo alguns cronistas, chegava a 20 mil quilômetros de extensão, dos quais 8 mil estavam no Peru. Os caminhos incas que se interligavam pelos Andes e pela Costa eram engenhosas estradas calçadas com pedras, escadarias, pontes, túneis, marcos e balizas. Por usa extensão e audácia foram qualificadas tão boas e muitas vezes melhores que o caminho dos romanos.
A cultura inca está marcada por uma forma de produção feita por classes e ditadura, sendo uma delas condicionada para o desenvolvimento de forças produtivas. A agricultura foi a base da economia inca, com uma limitada produção artesanal utilitária e religiosa.
O caráter do Estado Inca - político, social, militar e religioso - pode ser entendido em sua real magnitude pelas características de um imperialismo em exceção.
Por outro ângulo, devido a forma de organização, mobilizavam grande parte de sua força de trabalho, despertando assim o sentido de solidariedade, uma filosofia de trabalho que resultaria numa superprodução.

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