O futuro dos ''Simpsons'' está ameaçado por um impasse envolvendo os salários dos atores que fazem as vozes dos principais personagens da série. As negociações para a 16 temporada estão azedando por conta das exigências do grupo de seis atores, que acham que a Fox Television não oferece salários que representam o faturamento do programa um dos mais bem-sucedidos da emissora.
Os envolvidos na disputa são Dan Castellaneta (conhecido principalmente pela voz de Homer), Julie Kavner (Marge), Hank Azaria (Moe), Nancy Cartwright (Bart) Yeadley Smith (Lisa) e Harry Shearer (Senhor Burns). Todos eles também interpretam vários outros personagens e ganham um salário de US$ 125 mil por episódio, muito abaixo dos números praticados em sitcoms bem-sucedidas hoje em dia.
O salário foi conseguido em 1998, depois de meses de negociações conjunta para aumentar o cachê que estava congelado por vários anos em US$ 30 mil por episódio. Enquanto o canal alega que cada capítulo só exige um dia de gravações de cada ator, os representantes do grupo apontam para o sucesso do programa em todo o mundo e suas derivações de merchandising. Eles agora querem ganhar US$ 8 milhões por temporada cada.
De acordo com a ''Variety'', o grupo, que vem trabalhando sem contrato nos últimos meses, começou uma greve recentemente: nenhum deles apareceu para reuniões de leitura de roteiro nas duas últimas semanas. Eles deveriam estar trabalhando em episódios da 16 temporada, que começaria a ser exibida em outubro nos Estados Unidos.
A importância de ''Os Simpsons'' vem crescendo nos últimos anos. A Fox, que, fora os programas de reality TV, não tem conseguido emplacar novas séries, ainda conta com o desenho como seu principal atrativo na hora de anunciar grades de programação para anunciantes.
O programa também é reconhecido cada vez mais como influência na cultura pop americana. Dois livros lançados recentemente deixam poucas dúvidas: ''Leaving Springfield: The Simpsons and the Possibility of Oppositional Culture'', que analisa como a série consegue ser tão popular e adotada pela contracultura ao mesmo tempo; e ''The Simpsons and Philosophy: The D'oh! of Homer'', que tenta apontar traços filosóficos de Matt Groening na família Simpson.

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