Imaginação à solta
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de junho de 2000
Elisa Marilia Carneiro De Londrina 
Branca de Neve, Mágico de Oz, Cinderela, Joãozinho e o Pé de Feijão e a Bela Adormecida foram as historinhas escolhidas pelos alunos da oficina de Cenografia para as maquetes que serão expostas a partir de hoje, na Mostra Cenográfica.
A maioria dos 15 alunos ou é arquiteto ou estudante de Arquitetura. Alguns já trabalham na construção de cenários e outros pretendem desenvolver trabalhos nessa área. O tema, proposto pelo cenógrafo Serroni, oferece ilimitadas possibilidades de criação. As histórias infantis deixam a fantasia solta, não só para quem ouve mas também para quem constrói um cenário, reconhece a arquiteta Alexandra Fasano.
O mais difícil, para Paula Ericsson, do 3º ano de Arquitetura do Cesulon, é ter a idéia. O cenário é um único espaço que transforma-se em muitos outros. Primeiro a gente recebe um tema e cria um espaço para ele. A forma dessa criação depende do tipo de palco e das conversas com o diretor.
Os materiais são os mais diversos: o pano elástico que enrola os fardos de tecidos nas fábricas é extremamente útil aos cenógrafos estica, corta, puxa, ilumina, borda fios, arames, papéis, cola, tinta, tesoura, massinha. Isso é muito divertido, brinca Carla Gabiane Modesto, do 3º ano de Artes Cênicas da UEL.
Serroni diz que para desenvolver este trabalho é preciso ter a habilidade de resolver problemas espaciais, saber usar a plasticidade dos materiais, ter noção de proporção e escala e, ainda, colocar tudo isso de forma harmônica e que complete o trabalho do diretor teatral.


