Branca de Neve, Mágico de Oz, Cinderela, Joãozinho e o Pé de Feijão e a Bela Adormecida foram as historinhas escolhidas pelos alunos da oficina de Cenografia para as maquetes que serão expostas a partir de hoje, na Mostra Cenográfica.
A maioria dos 15 alunos ou é arquiteto ou estudante de Arquitetura. Alguns já trabalham na construção de cenários e outros pretendem desenvolver trabalhos nessa área. O tema, proposto pelo cenógrafo Serroni, oferece ilimitadas possibilidades de criação. ‘‘As histórias infantis deixam a fantasia solta, não só para quem ouve mas também para quem constrói um cenário’’, reconhece a arquiteta Alexandra Fasano.
O mais difícil, para Paula Ericsson, do 3º ano de Arquitetura do Cesulon, é ter a idéia. ‘‘O cenário é um único espaço que transforma-se em muitos outros. Primeiro a gente recebe um tema e cria um espaço para ele. A forma dessa criação depende do tipo de palco e das conversas com o diretor.’’
Os materiais são os mais diversos: o pano elástico que enrola os fardos de tecidos nas fábricas é extremamente útil aos cenógrafos – estica, corta, puxa, ilumina, borda – fios, arames, papéis, cola, tinta, tesoura, massinha. ‘‘Isso é muito divertido’’, brinca Carla Gabiane Modesto, do 3º ano de Artes Cênicas da UEL.
Serroni diz que para desenvolver este trabalho é preciso ter a habilidade de resolver problemas espaciais, saber usar a plasticidade dos materiais, ter noção de proporção e escala e, ainda, colocar tudo isso de forma harmônica e que complete o trabalho do diretor teatral.

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