Com os temas centrais ‘‘A Violência do Caos ou o Caos da Violência’’ e ‘‘F钒, abre, hoje, às 20h30, a 3ª Bienal Internacional de Fotografia, no Solar do Barão, em Curitiba. O curador é o fotógrafo Orlando Azevedo. Este ano o evento integra o calendário do Festival da Luz, que reúne 22 países num roteiro mundial da fotografia.
Mais de 1.200 imagens de 90 fotógrafos brasileiros e estrangeiros estarão reunidas em 19 exposições que poderão ser vistas até o dia 26 de novembro. Acontecem também, workshops, debates, feiras de livros e de equipamentos.
As presenças mais marcantes nessa bienal são do diretor da Maison Europeénne de la Photografie, Jean François Couvreur, da diretora do Centro Português de Fotografia, Tereza Siza, dos curadores Rui Prata, do Encontros da Imagem, de Braga (Portugal) e Alejandro Castellote, do Festival PhotoEspaña.
Este ano, não acontecerão dois grandes eventos considerados incentivadores: a Mostra Brasil e o Prêmio Máximo. Segundo a assessoria de imprensa da Fundação Cultural, não foram captados recursos com a iniciativa privada para esses eventos, que devido à Lei de Responsabilidade Fiscal não poderiam ficar pendentes para a próxima gestão. O orçamento inicial da 3ª Bienal era de R$ 450 mil, mas nenhuma empresa privada interessou-se em patrocinar parte dos recursos. Apenas o Governo do Estado, a Prefeitura de Curitiba, a Copel e a Sanepar estão bancando os R$ 300 mil, mínimo necessário para um evento desse porte, por intermédio da Lei Rouanet.
Na Mostra Brasil, 30 fotógrafos eram convidados e outros 30, selecionados para expor. O Museu da Fotografia adquiria três obras de cada um. O Prêmio Máximo era concedido a um ou dois fotógrafos que apresentassem propostas. Eles recebiam uma bolsa de R$ 2 mil por mês, durante um ano para realizar os projetos. O vencedor da última Bienal, Marcelo Buainain, fez um ensaio na Índia e traz 50 imagens que registram os valores cultuados pelos indianos.
A 3ª Bienal traz, pela primeira vez, 130 imagens feitas pelo fotógrafo e agricultor Haruo Ohara, um dos pioneiros da imigração japonesa em Londrina e que morreu no ano passado. Nascido em Kochi, em 1909, Ohara chegou ao Brasil em 1927. Aqui desenvolveu a paixão pela fotografia, levando a câmara fotográfica e o tripé para a lavoura, registrando o ciclo do café, a início da construção da cidade - o ‘‘novo mundo’’ que estava surgindo, a saga nipônica.
Os outros paranaenses que particiam da mostra ‘‘Linguagem da Imagem’’ são Vilma Slomp, com fotos-objetos; Rogério Ghomes, que registrou as cicatrizes do próprio corpo ocasionadas por um acidente: e Juliana Stein, com o confinamento dos asilos de pessoas idosas. Além deles, participam desta exposição os brasileiros Rosângela Rennó, Arnaldo Pappalardo, Alex Flemming, Rochelle Costi, Miguel Rio Branco. Odires Mlászho, Marlene Bérgamo, Roberto Linsker, Luiz Braga, Adriana Zabrauslas, Marcelo Grecco, Christian Cravo, José Bassit e Gleise Meire.
Outro destaque é a vinda do diretor da Maison Europeénne de la Photografie, Jean François Couvreur, que vai disponibilizar a tarde do dia 7 para fazer leituras críticas de portfólios, no Memorial de Curitiba. Não há necessidade de inscrições. Basta o candidato levar o material para ser analisado.
Programação – Abertura, hoje, às 20h30, no Solar do Barão (Rua Carlos Cavalcanti, 533). As exposições, com entrada franca, ocupam os seguintes locais: Solar do Barão, Memorial de Curitiba (Largo da Ordem), Casa Vermelha (Largo da Ordem), Sede da Fundação Cultural de Curitiba (Praça Garibaldi, 7), Casa Romário Martins (Largo da Ordem, 30), Museu Metropolitano de Arte de Curitiba (Avenida República Argentina, 3430) e Galeria de Arte Fraletti e Rubbo (Rua Comendador Araújo, 672).

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