Conhecer detalhadamente o espaço físico. Esse é o principal objetivo do sensoriamento remoto - observação de imagens a grandes distâncias da Terra. Para que a comunidade conheça todas as possibilidades da Cartografia, a Editora Espaço Geo montou a exposição ‘‘Imagens da Terra’’, no Museu da Imagem e do Som, que permanece de hoje até o dia 28 de maio, como evento paralelo ao expoGEO Brasil’99 - Congresso e Feira de Geotecnologias, de 24 a 28 de maio, no Centro de Convenções de Curitiba.
Os espectadores da mostra terão a sensação de estar vendo a Terra olhando pela janela de um satélite. As 70 fotografias da exposição foram tiradas por satélites franceses, americanos e canadenses e por sensores adaptados em aviões comuns. Muitas vezes as figuras captadas pelos satélites lembram estilos de arte abstrata e impressionista.
A beleza plástica das imagens é o que mais chama a atenção, mas segundo o engenheiro cartógrafo Emerson Zanon Granemann, ‘‘o sensoriamento remoto é a melhor técnica para se fazer o monitoramento do meio ambiente, as análises meteorológicas, o mapeamento rural, a expansão da rede elétrica rural, traçados de rodovias e, nas cidade, o crescimento urbano.’’
Os usuários em potencial desses recursos, de acordo com Granemann, seriam as prefeituras e os governos estaduais, além dos proprietários rurais. ‘‘No Brasil falta a cultura de usar mapas. Isto ficou por muitas décadas restrito ao Exército. Agora, quando o País começa, finalmente, a despertar para o planejamento, é essencial o conhecimento do seu próprio espaço’’, alerta.
A exposição já esteve em Recife e em Brasília e volta agora a Curitiba com 50 novas imagens.

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