Henri Cartier-Bresson trocou o olho pelo coração em seus fotografias e por extensão da arte, os fotógrafos do Foto Clube de Londrina também tentam deixar que as suas imagens pulsem no mesmo ritmo.
O preto e branco repousa na poesia que um entardecer desperta na foto de Mário Jorge de Oliveira Tavares.
Com o uso de filtros e outras técnicas, o fotógrafo também põe ao alcance do observador imagens inusitadas, como a foto em que o olhar é traidor, não deixando claro o que é realidade.
As marinas de Tavares também levam o público a navegar por um rio de sonhos, que não tem um curso certo, mas que o destino é sempre o encantamento.
Algumas fotos têm nuances de publicidade ou fotojornalismo, mas são escritas com uma caneta de cor forte: o lirismo.
Arte que representa um pouco do acervo dos integrantes do Foto Clube de Londrina e que já conquistou diversos salões em todo o País. Uma pequena mostra do talento de artistas, que descobriram como ter domínio sobre o tempo, guardado em suas imagens. (F.L.)

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