Ilustrador londrinense Willian Santiago morre de Covid-19

Designer gráfico faleceu aos 30 anos de idade após permanecer internado em Londrina há mais de mês

Marcos Roman - Grupo Folha
Marcos Roman - Grupo Folha

 

Ilustrador londrinense Willian Santiago morre de Covid-19
Thaís Fujarra
 

Vencedor do Prêmio Jaboti em 2017, o ilustrador londrinense Willian Santiago morreu aos 30 anos, na noite de terça-feira (4), vítima de Covid-19. Formado pela UEL (Universidade Estadual de Londrina), o artista estava internado há cerca de um mês na UTI de um hospital privado da cidade para tratamento da doença. A morte precoce do designer gráfico foi um dos temas mais comentados das redes sociais e entrou para os Trending Topics do Twitter, com citações de famosos como o cartunista Laerte Coutinho.  


 


“O Willian estava no auge da carreira. Havia acabado de concluir um grande trabalho com a marca Hermès quando foi diagnosticado com Covid. Logo no primeiro dia ele foi internado pois estava com dificuldades para respirar e, em poucas horas, teve que ser intubado e levado para a UTI. Foi uma perda muito grande para todos que conviviam com ele”, afirmou o fotógrafo londrinense Guilherme Benites, amigo do designer. Morando atualmente em Nova York, ele conta que recebia  notícias de Santiago por meio de familiares do artista. “Durante todo o período de tratamento foram muitos dias de altos e baixos. Até que no domingo ele acabou piorando muito depois de ser estubado pois os antibióticos já não estavam fazendo efeito. E ele acabou falecendo de parada cardíaca na terça-feira, às 20h15”, relatou.   


 

 

Ilustrador londrinense Willian Santiago morre de Covid-19
Guilherme Benites
 


O trabalho de Santiago como designer gráfico era reconhecido internacionalmente pelas obras repletas de brasilidades representadas por cores vibrantes, traços orgânicos e formas simples e texturas naturais. Com especialização em Direção de Arte, trabalhou alguns anos com branding voltado para a moda, atendendo grandes marcas. Em 2014, abriu um estúdio de ilustração, com foco em ilustração editorial, moda e publicidade. A partir daí desenvolveu campanhas para o Itaú, Natura, Sesc, Nestlé, Farm, L’Occitane, Havaianas, entre outros. Estreou no mercado editorial ilustrando o livro “O Sétimo Gato”, que rendeu ao escritor Luís Fernando Veríssimo o Prêmio Jabuti de Literatura na categoria Infantil Digital.    


 


 


O artista londrinense produziu importantes ilustrações publicadas em livros, revistas nacionais e internacionais, entre elas a Superinteressante, Playboy e Nova Escola. Também assinou campanhas publicitárias de grandes marcas no Brasil e no exterior.  Entre as obras de destaque assinadas por ele está a ilustração da capa do livro “Kidbook”, com a qual foi contemplado com o Prêmio Jabuti em 2017. Em 2020, o artista voltou a ficar entre os finalistas da premiação com a capa do livro "Cumarim, a pimenta do reino", de autoria de Rosane Almeida.   


  

  

O londrinense também assinou capa do premiado livro "Mockingbird", escrito por Kathryn Erskine. A trama foi desenvolvida com base no massacre da Virginia Tech University em 2002, onde 33 pessoas foram mortas. Fazem parte de seu portfólio a arte do 12º álbum do cantor jamaicano Clinton Fearon e a capa do romance “A Visão das Plantas”, da angolana Djaimilia Pereira de Almeida.    


  



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