Da Redação
Conhecida pelos romances de Jorge Amado, Ilhéus tem construções coloniais no Centro e 100 quilômetros de praias com coqueirais. A cidade é o maior porto exportador de cacau do Brasil. Vizinha da famosa Porto Seguro combina hospitalidade tipicamente baiana com um grande baú de histórias e lendas como a de Nacib, dono do bar Vesúvio, completamente apaixonado por Gabriela, mulata bonita e faceira, que vivia trepada nos telhados das casas de Ilhéus.
A cidade viveu uma época áurea onde os coronéis dominavam e enriqueciam. Dela sobrou a arquitetura pretensiosa de alguns prédios como as ruínas do Bataclã (cassino e bordel de luxo que atraía cortesãs européias e que era comandado pela Antonia Machadão - a Maria Machadão do romance de Jorge Amado) e a Catedral de São Sebastião, erguida no lugar de uma histórica igreja de 1765. É o maior monumento deixado pelos coronéis do cacau. Um grandioso templo, com colunas gregas e abóbodas romanas e que demorou 36 anos para ficar pronto.
A Costa do Cacau estende-se por 110 quilômetros ao sul de Ilhéus e por 70 quilômetros ao norte. O trecho sulista, muito mais desenvolvido, passa pelos municípios de Olivença, Una e Canasvieras. O acesso é por estrada asfaltada e cheia de bons hotéis. Já a parte do norte, que vai de Ilhéus a Itacaré, é praticamente inexplorada, com praias desertas e algumas poucas pousadas, frequentadas apenas por surfistas, pescadores e moradores da região. A badalação mora mesmo nas praias do sul, mas precisamente na praia dos Milionários, a sete quilômetros da cidade, onde estão os melhores bares, restaurantes e danceterias à beira-mar.

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