Ilha poderá ganhar um hotel
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domingo, 10 de agosto de 1997
Filipe Pimentel Curitiba 
Filipe PimentelPorto Belo e a ilha do mesmo nome: autorização do IBAMA para desenvolver turismo sustentadoA ilha João da Cunha, ou Porto Belo, na enseada de mesmo nome, no litoral de Santa Catarina, é uma das poucas ilhas que tem autorização do Ibama para o desenvolvimento do turismo sustentado. Atualmente a ilha está passando por um processo de melhorias e em pouco tempo poderá ter, inclusive, um hotel ou pousada. Na ilha também está a base de operações da Família Schurmann, que inicia uma nova aventura: refazer a rota de Fernão de Magalhães.
Muitas lendas e curiosidade estão escondidas sob a mata da ilha. Seu primeiro nome foi Ilha Bela. Em 1856 João da Cunha Bittencourt, que havia adquirido a ilha, a registrou como sua propriedade. No ano seguinte ele morreu. Seus netos receberam a escritura da ilha e a venderam para o intendente do 2º Município de Porto Belo, João Eufrázio Clímaco. Em 1953, seus herdeiros venderam por escritura a ilha para Ernesto Stodiek, atualmente com 89 anos.
Durante todos estes anos, a família Stodiek recusou inúmeras propostas de exploração imobiliária. Por isso conseguimos manter as características da ilha, disse Ricardo Stodiek, neto de Ernesto. Entretanto, hoje, com a ajuda da Família Schurmann, existem vários projetos para desenvolver na ilha o turismo.
Harmonia As primeiras obras já estão completadas. A família construiu um trapiche com ponta flutuante para permitir a chegada dos barcos que saem do continente. A ilha foi totalmente limpa e algumas espécies nativas foram recuperadas. Também foi construída uma trilha ecológica que permite que o turísta tenha condições de visitar toda a ilha. Além disso também já está em funcionamento um restaurante que atende aos turistas. Resolvemos assumir o turismo, senão corríamos o risco de perdê-la, disse Stodiek.
Os próximos projetos são construir uma pousada, uma lanchonete na praia do trapiche e incrementar o transporte para a ilha. Entretanto, a preocupação de Ricardo Stodiek é desenvolver o turismo sem quebrar a harmonia da natureza na ilha. Temos condições de fazer turismo na ilha sem destruir. Caso contrário era melhor deixá-la intacta, comentou Stodiek.


