São Paulo - Banhada pelo Oceano Atlântico e pelos Rios Amazonas e Tocantins, a Ilha de Marajó, no Pará, tem tudo para atrair mais ecoturistas em 2007. São nada menos do que 50 mil quilômetros quadrados - ou uma Suíça - de praias fluviais, rica fauna e exuberante flora que fazem desse reduto o maior arquipélago fluviomarítimo do planeta, conservado como Área de Proteção Ambiental (APA). ''Em Marajó, o turista encontra um Brasil autêntico'', afirma o fotógrafo Diego Gazola, de 25 anos, apaixonado pela Amazônia. ''É perfeito para quem busca contato com a natureza.''
É verdade. Marajó conta com atividades inimagináveis para os visitantes da cidade grande. Surfar na pororoca - nome dado ao encontro das águas do Amazonas e do Atlântico -, observar jacarés, avistar aves, passear entre igarapés ou mesmo andar de búfalo fazem parte do cardápio ecoturístico.
O búfalo é o símbolo da ilha. Os animais podem ser vistos em manadas pelas planícies ou dispersos nas áreas povoadas. Os primeiros foram importados da Índia, no início do século 20. Hoje, são maioria na ilha de 250 mil habitantes - para cada pessoa há dois búfalos. O animal também influencia a culinária local, com a carne e o queijo.
O acesso à Ilha de Marajó, a partir de Belém, é feito em três horas de barco ou balsa. Suas principais cidades são Soure (a capital), Salvaterra e Cachoeira do Arari. As duas primeiras, separadas pelo Rio Paracauari, têm uma razoável infra-estrutura hoteleira.
Em Salvaterra, faça um passeio pela Praia Grande e pela Joanes, uma enseada com falésias que abriga ruínas jesuíticas e a Igreja Nossa Senhora do Rosário, do século 17. Também não deixe de assistir a apresentações de carimbó e lundu, danças folclóricas que misturam as culturas indígena, africana e portuguesa.
Em Soure, aproveite os roteiros rurais. A Fazenda São Jerônimo tem trilhas por manguezais, passeio de canoa e cavalgadas. As atividades custam de R$ 15 a R$ 30. Na Fazenda Bom Jesus, a atração é observar aves como o guará. O passeio guiado custa R$ 20.
Reserve um dia para visitar a Cachoeira do Arari e conhecer o Museu do Marajó. Há exibição de cerâmica marajoara, peças indígenas, animais empalhados e utensílios regionais. Muitos objetos foram descobertos em escavações arqueológicas e são relíquias do povo marajoara, que ocupou a região até o século 14. Entrada: R$ 2. (C.A./AE)

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