A Ilha do Cardoso é um verdadeiro Éden. Fica no Litoral Sul de São Paulo, bem próximo do Paraná, mas de acesso difícil. Para chegar até lá, só de barco alugado. Diz a história que a expedição de Martim Afonso de Souza, chegou à região em 1530, para proteger a costa sul-brasileira de invasões. Na época, já havia população na região, inclusive um português chamado ‘‘Bacharel’’, casado com Caniné, filha do cacique Piquerobi, que viveu na maior ilha da região sul paulista, a ilha de Cananéia, que fica bem próxima da Ilha do Cardoso, a ilha paulista mais próxima do Paraná.
A parte mais habitada da Iha do Cardoso, com cerca de 150 moradores, é a comunidade de Marujá. Talvez uma das comunidades mais democráticas de todo o mundo. Ali todas as decisões são tomadas em conjunto com a administração do parque do qual a ilha faz parte, com as organizações não-governamentais que ajudam a ilha e, é claro, seus moradores. O impacto ambiental e a sujeira trazida pelos poucos turistas que visitam a ilha são prontamente resolvidos com mutirões. Lá não há luz elétrica - a energia vem do sol e a água, de poços artesianos.
A beleza da ilha é algo inconfundível. São 33 quilômetros de praia praticamente deserta. Uma cachoeira no meio da mata dá o tom de ilha paradisíaca. O sossego é marca registrada do local. Para os surfistas, é um oásis. Quando bate o vento sul, as ondas chegam a dois metros com direitas e esquerdas perfeitas. A fauna e a flora também são riquezas que podem ser apreciadas e dificilmente esquecidas pelos visitantes.
‘‘Muito mais que um paraíso, a Ilha do Cardoso é um patrimônio vivo de toda a humanidade. Suas portas, frágeis, estão sempre abertas para todos aqueles que pensam compreender a natureza. Seu pequeno povo, que o recebe carinhosamente, nada exige de você além do respeito pela sua casa, que neste lugar não se limita a quatro paredes’’, diz uma inscrição encontrada numa das pousadas da Ilha do Cardoso.


TOME NOTAMauro FrassonTranquilidadeCardoso tem 33 quilômetros de praias quase desertasMarcos Freitas

mockup