Ilha de Páscoa reúne aventura e misticismo
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de maio de 1999
Da Redação 
A Ilha de Páscoa, localizada a 3.800 km da costa do Chile, é um destino que faz parte da lista de roteiros de viagens dos místicos. Rapa Nui, como é conhecida na língua nativa similar ao Maori, é um dos lugares mais remotos - e mais misteriosos - do planeta.
Sua característica física justifica todo o sincretismo que a rodeia. A ilha tem o formato triangular (importante símbolo místico), 22 quilômetros de comprimento e 11 de largura, o que permite férteis cálculos numerológicos), paisagem estarrecedora, montanhas próprias para meditação, grutas, cavernas que desembocam no mar e gigantescas crateras - cada uma em um vértice - onde há rios que banham as pessoas com uma energia incrível.
O nome se deve ao fato dos holandeses terem aportado pela primeira vez por lá no dia 5 de abril de 1772, um domingo de Páscoa. Misticamente, a magia e grandeza do lugar são explicados facilmente pelos quatro elementos: fogo (origem vulcânica da ilha), água (do próprio oceano que a rodeia), ar (puríssimo da brisa do mar) e terra (representada pela pedra tufo).
Os moais, imensas e intrigantes estátuas de pedra, simbolizam os mistérios que cobrem a ilha. São figuras humanas esculpidas em pedra e em diferentes estilos e tamanhos, que aparecem nos quatro cantos da ilha, somando mais de mil.
O que intriga os turistas e estudiosos é saber qual o modo de transporte utilizado para essas esculturas tão pesadas. Várias versões já foram contadas e inventadas, inclusive de extraterrestres, mas ainda não se chegou a uma resposta. A verdade é que essas figuras são apenas um dos mistérios da Ilha de Páscoa.
É lá por exemplo que está o Umbigo do Mundo, o Te Piro O Te Enua, centralizado sobre uma pedra. O nome é por causa do seu formato arredondado. Os primeiros polinésios sentiam a ilha como um dos chakras do planeta, ou seja, um dos sete pontos de grande concentração de energia da Terra.
Toda a vibração que emana desses símbolos e da natureza exuberante de Páscoa - águas cristalinas, areia branca, um sol radiante em Anakena (o mais antigo e sagrado sítio arqueológico, que tornou-se famoso pela quantidade de moais enfileirados praticamente sobre a praia) - fazem da ilha o berço mais importante de uma das culturas mais refinadas e misteriosas que a humanidade já produziu.


