ILHA DE CONTRASTES
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segunda-feira, 12 de janeiro de 1998
Da Redação 
DivulgaçãoInfluências holandesas marcam a arquitetura de ArubaOne Happy Island (Uma ilha feliz). Quem escolhe Aruba para passar férias terá muitas oportunidades para comprovar porque as placas de todos os carros que circulam na ilha têm estes dizeres - que, aliás, serão brevemente alterados para Where Happiness Live (Onde a felicidade mora).
A ilha é pequena - são apenas 193 km2 - e pouco populosa, cerca de 90 mil habitantes. Tem um PIB de mais de US$ 1,4 bilhão e uma renda per capita de quase US$ 17 mil. A ilha não produz absolutamente nada - sua única atividade industrial é uma refinaria de petróleo - e importa tudo o que consome. Aruba vive do turismo, que representa 38% de seu Produto Interno Bruto.
ReproduçãoIlha tem praias lindas, de areias brancas e águas cristalinas
Desligada das Antilhas Holandesas em 1986, Aruba ainda está subordinada à Holanda, responsável pela nomeação de seu governador. E os arubanos elegem seus deputados e o Conselho de sete ministros. A capital da ilha é Oranjestad, palavra que significa cidade laranja, a cor da Holanda.
Aruba é um contraste. Parte da ilha, onde fica a Capital, sedia hotéis e as mais belas praias, onde os turistas praticam os esportes náuticos. O norte é um verdadeiro deserto, onde se pode apreciar a vegetação nativa - os cactos (são mais de 80 tipos) e o divi-divi, a árvore símbolo e cuja copa está sempre voltada para um único lado, também chamada de watapana - para onde vai o vento.
Localizada a 35 km da Venezuela, Aruba é um paraíso onde os turistas - foram 654 mil no ano passado - encontram atrações para todos os gostos. Durante o dia - sempre ensolarado porque chove muito pouco na ilha, o que a obrigou a criar um processo de dessalinização da água do mar - a grande pedida são as praias e o mar, para prática de esportes náuticos, como o windsurf.
Belezas submersas Quem gosta de mergulhar, pode fazer duas coisas: reunir os amigos e alugar um barco ou aproveitar uma viagem no catamarã da Rede Sail Sports, que faz duas paradas para exploração do fundo do mar: uma em Boca Catalina, outra nas proximidades do navio Antilla, um cargueiro alemão de 130 metros afundado pelo próprio comandante que preferiu perder o navio a rendê-lo durante a Segunda Guerra Mundial.
ReproduçãoO lado norte da ilha: deserto e belezas como a ponte natural
Se a idéia é observar as belezas marinhas sem se molhar, o ideal é fazer o emocionante passeio no Atlantis Submarino, de onde se pode apreciar e fotografar os arrecifes, o navio naufragado Mi Dushi e inúmeras variedade de peixes.
Uma boa dica para conhecer a ilha de norte a sul - são apenas 70 km de um extremo ao outro - é alugar um carro. O norte, totalmente desértico, tem várias atrações. Entre elas a ponte natural, piscinas de água salgada e o farol Seroe Colorado Lighthouse, de onde se tem um bela visão da ilha. O lado sul, vale a pena visitar num final de tarde. Lá também existe um farol, o California Lighthouse, localizado ao lado de um restaurante italiano, de cuja varanda se pode apreciar o pôr-do-sol no mar desfrutando de uma bebidinha.
Hospedagem Em Aruba, hospedagem não é problema. São muitos os hotéis, principalmente de grandes redes internacionais, como Radisson, Hyatt, Holliday Inn, Marriot, a maioria de categoria cinco estrelas. Mas quem quer um diferencial a mais, pode escolher o Sonesta Beach Resort & Cassino, localizado no centro de Oranjestad. O Sonesta não fica na praia - ao contrário dos demais, localizados em Palm Beach - mas, em compensação, tem uma ilha particular, à qual só têm acesso os hóspedes. Para chegar à ilha de Sonesta, onde se pode praticar o nudismo, basta pegar uma lancha no hotel, que sai a cada 20 minutos.
Comer também não é problema na ilha. Há restaurantes em todos os hotéis, com cozinha internacional. Fora dos hotéis, muitos restaurantes de cozinha italiana, chinesa e coreana. Mas, quem quer experimentar a comida típica da ilha tem, no mínimo, dois endereços certos: o Mamas & Papas, mais turístico, e o Joes, frequentado pelo arubanos, ambos em San Nicolas. No Joes, vale pedir um pisca (peixe) ou bescia chic (cabrito), geralmente acompanhados por banana hasa (banana assada), funchi (polenta) e pan bati (pão de milho).
No fim da refeição, a masha danki é a expressão correta para agradecer ao garçon, superpaciente com os turistas atrapalhados com o cardápio escrito em papiamento, a língua oficial, ao lado do holandês, e que mistura palavras do espanhol, do inglês e até mesmo do português. Em Aruba a comunicação é fácil. Difícil é saber o que fazer, tantas são as alternativas, que incluem ainda os cassinos e as compras a preços de zona franca.


