ILHA DE COMANDATUBA, BELEZA DE ENCHER OS OLHOS
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2003
Renê Muller<br> Reportagem Local 
A cor do mar é a única ressalva que pode-se fazer à beleza que bombardeia os olhos do visitante na Ilha de Comandatuba. Essa ilha comprida e estreita, separada do continente por um estreito canal, faz parte do distrito de Comandatuba, no município de Una. A cidade é vizinha de Ilhéus, e fica na região da Bahia conhecida como a Costa do Cacau. É para esse paraíso que vão quatro assinantes sortudos da Folha de Londrina, e seus respectivos acompanhantes, desfrutando dos prêmios da Promoção Só Falta Você.
As águas escuras que banham os 21 quilômetros de praias da ilha têm sua razão de ser. Ela pode ser detalhadamente explicada por todos os funcionários do hotel local, o Transmérica, ou pelo povo da região. A tonalidade é produto do trabalho dos ribeirões e do canal, que transportam a lama dos mangues e a vegetação de restinga. As ondas também revolvem a terra da superfície, de pouca profundidade, deixando a água ainda mais turva.
É bom ressaltar que o senão é apenas a cor. A limpeza da água é comprovada. E a praia de ondas incessantes e areias brancas impressiona. Dá vontade de montar acampamento ali mesmo, a poucos passos do mar. Mas toda a ilha é um aconchego só. Depois de uma certa resistência, finalmente o visitante consegue deixar o confortável quarto de veraneio para explorar as maravilhas que o hotel oferece em seus nove quilômetros quadrados de natureza.
A vista das janelas, sobretudo dos apartamentos da ala sudeste do resort, atrai o hóspede para os campos de verde cintilante, que recebe a luz do sol filtrada por uma quantia estimada de 25 mil coqueiros. Para onde se olha estão as palmáceas, que após serem trazidas pelos colonizadores portugueses da Oceania, como contrapeso para caravelas e embarcações, criaram-se no litoral, e transformaram-se em símbolo da Bahia.
Entre os coqueiros, também estão alguns dos detalhes que enchem de curiosidade e alegria o visitante. Lá estão, por exemplo, as centenas de galinhas d'angola que, com suas intermináveis ciscadas, alimentam-se dos insetos da relva. É sob a proteção dos coqueiros, alguns dos quais centenários, que se esparrama o campo de golfe da ilha. Com dezoito buracos, foi projetado pelo arquiteto americano Dan Blankenship. As ondulações e os desníveis transformam os oito quilômetros do campo, que tem toda a infraestrutura de um clube, num desafio para profissionais e amadores.
Além das aves, outros animais dividem espaço com o hóspede. Os caranguejos se espalham, incontáveis, por toda a área de mangue. Através de uma passarela, pode-se passear e conhecer melhor seu habitat. Assim como as garças, que batem ponto em Comandatuba entre março e novembro. Já os robalos são os peixes mais desejados pelos adeptos da pesca esportiva. Estão aos montes no canal de águas salobras que separa ilha e continente, e que pode ser transposto através das balsas, à disposição 24 horas por dia.
Entre os meses de dezembro a março, uma das atrações que o hotel disponibiliza é a pesca oceânica. A costa da Ilha é considerado o terceiro melhor ponto do mundo para a pesca do marlin azul. O fato é decorrente do relevo submarino da região. Ele permite que em determinado ponto da costa a profundidade passe abruptamente de poucas dezenas de metros a um quilômetro, criando espaço e atraindo o tão cobiçado peixe. Para esse tipo de pesca, o resort mantém uma lancha devidamente equipada. Mas um lembrete: parte dessas atividades tem custo individual, e necessita de reservas.


