Ao passar por Guaíra, não deixe de visitar a Igreja da Pedra. Construída em 1934, em pagamento de promessa de uma esposa pelo fato do corpo do seu marido ter sido encontrado no Rio Paraná, após acidente aéreo, a igreja encanta pela sua simplicidade. Nas paredes, vitrais importados da Espanha, com desenhos de figuras históricas da colonização espanhola, e pedras especialmente retiradas de Sete Quedas para a construção do santuário religioso.
No Museu Histórico, vale a pena dar atenção às histórias do seo Elias, que conta com bastante vivacidade os fatos marcantes da região, que cresceu com a riqueza trazida pela erva-mate e a extração da madeira. A animação também está presente ao falar sobre os mais diversos animais da região, empalhados, como a onça-parda, pássaros diversos e imensas cobras.
O Centro Náutico Marinas, à beira do Rio Paraná, impressiona pela bela construção, aliás, patrocinada pela Itaipu, como empreendimento para fonte de renda local, mas que não está tendo o seu potecial devidamente aproveitado. O local é praticamente utilizado uma vez ao ano, em maio, quando acontece a Festa das Nações.
Outra grande atração local é o ateliê do frei Pacífico. Na cidade desde 1975, ele não resistiu a um grande amor local e acabou abandonando a ordenação franciscana para se dedicar à vida comum e artística. Pernambucano, filho e neto de ceramistas, conheceu profundamente, na Itália, enquanto integrante da Ordem de São Francisco de Assis, as obras dos artistas mais renomados. Em Guaíra, transformou um nó de pinheiro em ''O Caboclo'', sua primeira obra, e de lá para cá não deixou mais de esculpir belas histórias, em troncos de madeira modelados pelas correntezas dos rios e encontrados em suas margens.

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