O livro ‘Jovem Guarda – em Ritmo de Aventura’ narra algumas passagens de Roberto Carlos pelo Estado. Confira alguns trechos:
‘‘Ídolo maior, solteiro, cobiçado e disputadíssimo pelas fãs, Roberto Carlos quase marcou um gol contra quando ‘Não É Papo Pra Mim’ foi lançada como faixa principal do segundo compacto duplo extraído do LP ‘Jovem Guarda’ em março de 1966. Invejado, corria o risco de ser agredido na porta dos teatros e auditórios, por sua maneira debochada de se referir à sua liberdade.
Para protegê-lo, seu escritório às vezes precisava solicitar ajuda do Corpo de Bombeiros e das Polícias Civil e Militar, além de soldados do Exército – que àquela altura já eram obrigados a formar cordões de isolamento para o cantor poder sair do Teatro Record e chegar ao carro. No Paraná, certa vez o comércio de Curitiba teve que fechar as portas porque Roberto iria passar.
Em Londrina, ele chegou a cantar para 10 mil pessoas – mas não antes de trocar de carro quatro vezes, só para conseguir chegar até o auditório, onde três carros dos Bombeiros lhe deram proteção. Em cidades do interior, Roberto tinha que chegar no camburão da polícia para despistar. Ainda no Paraná, em Apucarana, ele não conseguiu chegar ao auditório a tempo numa noite de domingo, obrigando a produção a transferir o espetáculo para segunda-feira. O prefeito da cidade teve que determinar o fechamento do comércio, para que todos pudessem ir ver o fenômeno’’.

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