Nos tempos de guerra, muitos homens escreviam um diário nos campos de batalha, enquanto suas esposas faziam o mesmo na terra natal. Ao se reencontrarem eles liam os diários trocados e então um sabia o que havia acontecido com o outro durante os anos afastados.
No livro Diário, o escritor norte-americano Chuck Palahniuk narra uma experiência parecida. A camareira Misty Wilmot mantém um diário para contar ao marido Peter o que aconteceu com sua vida depois que ele entrou em coma, depois de uma tentativa frustrada de suicídio. Após esse incidente, ela começa a receber ligações furiosas de pessoas acusando seu marido de ter sumido com um ou outro cômodo das suas casas de veraneio depois de ser contratado para uma reforma. A coisa começa a complicar quando sua sogra, sua filha Tabbi e o resto dos moradores da ilha Waytansea, onde vive, começam a insistir para que ela volte a pintar, atividade que abandonou ainda na juventude. ''Você será uma pintora famosa'', dizem eles para a palerma gorda Misty.
Para ajudá-la a encarar essa pressão, ela toma um ou outro drink, espeta o marido comatoso com alfinetes e encontra mensagens secretas de duas pintoras que viveram na ilha há tempos. Apesar da distância entre elas, essas mensagens foram feitas exclusivamente para Misty enfretar sua história e mudar seu destino.
Como em seus outros livros, Palahniuk permeia a narrativa com detalhes anatômicos e curiosidades mórbidas sobre personagens históricos, nesse caso pintores e artistas, que atingiram o ápice da sua genialidade quando estavam com o corpo (e a sanidade) em frangalhos.
SERVIÇO
- Diário
Autor - Chuck Palahniuk
Editora - Rocco
Páginas - 239
Onde - Livrarias Curitiba e Porto
Quanto - R$ 34

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