Trata-se de um diário sobre uma guerra imaginária travada entre ''nós'', do lado de cá, e os desprezíveis Taedos do outro lado do front. Uma guerra como muitas outras, que tem dois lados bem definidos, que entrarão para a história como heróis e vilões.
Poderia ser um relato sério não fosse a disposição dos burocratas do ministério da propaganda em distorcer alguns fatos, como um ou dois personagens que tiveram os nomes trocados, bem como o nome de um campo de batalha e mais algumas dúzias de acontecimentos sem importância, mas nada que comprometa o bom entendimento desse conflito, que, como se disse, tinha dois lados, um ruim e um bom, ou era o contrário?
É nesse tom que segue o livro ''Jornal da Guerra contra os Taedos'', do jornalista e escritor Manoel Carlos Karam, catarinense radicado em Curitiba na década de 1960 e que faleceu no final de 2007. São vários relatos curtos, semelhantes a impressões colhidas pelos funcionários do ministério da propaganda para avaliar os acontecimentos da guerra e suas estratégias de comunicação para deixá-la mais popular e para arruinar a imagem dos Taedos.
Por trás do aspecto cômico repousa uma reflexão mais séria, onde pode-se avaliar que história é esta que estudamos nos livros, escrita pelos vencedores e carregada de um sentido ideológico, que não necessariamente corresponde à realidade.
SERVIÇO
- Jornal da Guerra Contra os Taedos
Autor - Manoel Carlos Karam
Editora - Kafka Edições
Quanto - R$ 20 (160 pág.)

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