Idas e vindas de uma família
Alguns programas são emblemáticos na tevê brasileira. Sejam eles de auditório ou com uma "pegada" mais dramatúrgica. E, muitas vezes, a adequação e a identificação com o público passam por nuances diferentes. Entre os anos de 1972 e 1975, a primeira versão de "A Grande Família" ia ao ar pela Globo. O fato de ser a primeira comédia de costumes exibida pela emissora não empolgou o público de cara.
Baseada no sucesso norte-americano "All In The Family", a produção demorou a representar propriamente uma família brasileira. A sitcom só conseguiu isso graças a Oduvaldo Viana Filho, responsável por "abrasileirar" a história de Nenê, Lineu e companhia. A precoce morte do redator, no entanto, acabou gerando o fim da série.
Vinte e seis anos depois, em 2001, "A Grande Família" voltou à grade da emissora, onde se mantém firme até hoje. "A ideia era fazer apenas um episódio. Um especial em homenagem à primeira versão. No entanto, o sucesso fez com que ficássemos no ar até hoje", comemora Guel Arraes, diretor de núcleo da série.
Na mesma linha de tentar resgatar um sucesso antigo, a Record fez uma releitura de "Família Trapo" para um especial chamado "A Nova Família Trapo". No humorístico exibido entre 1967 e 1971, Jô Soares escreveu o enredo baseado na vida de Bronco, interpretado por Ronald Golias.
Apesar de o especial de apenas um episódio não ter gerado muita euforia a audiência ficou por volta de 5 pontos , a ideia da emissora é que a sitcom entre para a grade. Rafael Cortez, protagonista da versão 2013 da série, apoia que "A Nova Família Trapo" se renove e seja uma releitura do original. "Eu não quero ser o Golias dos anos 2000", enfatiza.





