O carioca João Álvaro de Jesus Quental Ferreira, que adotou ao iniciar a carreira de ator o nome Procópio em função de seu nascimento no dia de São Procópio, era filho de portugueses. Estreou no palco no dia 22 de março de 1917, na peça ‘‘Amigo, Mulher e Marido’’, de Flers e Caillavet, no teatro Carlos Gomes, no Rio.
Atuou em diversas companhias de teatro musical e melodrama, até alcançar maior destaque aos 21 anos, no papel de Zé Fogueteiro, em ‘‘Juriti’’, peça de Viriato Correa musicada por Chiquinha Gonzaga. Ao longo das décadas seguintes, dividiu com Jaime Costa, Itália Fausta e Dulcina, entre outros, o cenário de companhias dominadas por grandes atores. Encenou novos autores brasileiros como Armando Gonzaga (‘‘Cala a Boca, Etelvina’’), Oduvaldo Vianna (‘‘Feitiço’’), Raimundo Magalhães Jr. (‘‘Essa Mulher É Minha’’), Guilherme Figueiredo (‘‘A Raposa e as Uvas’’), Pedro Bloch (‘‘Essa Noite Choveu Prata’’), além de clássicos como Martins Pena (‘‘O Juiz de Paz na Roça’’) e Artur Azevedo (‘‘A Capital Federal’’). Entre os textos estrangeiros, privilegiou montagens de MoliSre, como ‘‘O Avarento’’, ‘‘Georges Dandin’’, ‘‘O Burguês Fidalgo’’, ‘‘A Escola de Maridos’’ e ‘‘O Médico à Força’’, mas encenou outros clássicos, como ‘‘La Locandiera’’, de Goldoni, traduzido como ‘‘O Inimigo das Mulheres’’, espetáculo que lançou Bibi Ferreira.
Com a criação de companhias como Os Comediantes e depois o TBC, no fim dos anos 40, passou a ser muito questionado por críticos como Álvaro Lins e Décio de Almeida Prado, por privilegiar a comédia de costumes e desrespeitar textos, perdendo pouco a pouco o posto de maior ator brasileiro.

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