Ícone - Toda a majestade de Roberto Carlos
Depois de seis anos, o cantor e compositor Roberto Carlos voltou a se apresentar em Londrina. E como era de se esperar, lotou o Ginásio de Esportes Moringão. Mais de seis mil pessoas se reuniram para assistir ao show Pra Sempre, em que não faltaram hits consagrados, músicas novas e a tradicional distribuição de rosas vermelhas e brancas, delicadamente beijadas pelo rei e disputadas acirradamente pelas súditas.
A dinastia de Roberto começou há mais de quatro décadas. Ele foi o precursor da Jovem Guarda, movimento que imprimiu um sopro pop à música brasileira. Ele, juntamente com Erasmo Carlos e Wanderléa, comandou um programa de auditório, que neste ano comemora exatos 40 anos, e que levou a juventude ao delírio. Há quem compare essa época à beatlemania, fascínio que o grupo inglês Beatles exercia nos fãs.
O programa Jovem Guarda era exibido ao vivo, aos domingos, na TV Record, e sintetizou não apenas uma época, mas os anseios de uma geração pré-1968, quando cantar coisas ingênuas, como o sonho de ter um carrão e a namoradinha da escola, ainda não era careta.
Roberto Carlos, hoje com 61 anos, pacificou gradativamente os ímpetos rebeldes da época da Jovem Guarda. Ao longo da trajetória, enveredou pela soul music, acentuou o baladismo romântico, homenageou mulheres de todos os tipos, fez vários hits religiosos. E, alheio a alguns críticos que enxergam um certo comodismo em sua carreira, Roberto continua embalando corações, fazendo fãs suspirarem e seguindo seu caminho como muita nobreza. Sinal de que, como diz o dito popular, um rei jamais perde a majestade.





