Ibope conquistado com imagens eletrizantes
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
Mariana Trigo<br>TV Press 
Tiroteios, explosões, perseguições, lutas e imagens eletrizantes. As cenas de ação tão comuns no cinema têm dividido cada vez mais a atenção na teledramaturgia com dramas e romances. Apesar de exigirem um crescente investimento em equipamentos de ponta, essas tomadas têm atraído o interesse de diretores de tevê pela curiosidade que despertam no público. Caso de tramas como ''Vidas Opostas'' - que registrou crescentes números de audiência, assim como ''Chamas da Vida'', ''A Lei e o Crime'' e ''Poder Paralelo'', todas da Record. A emissora percebeu que este filão também seria uma forma de despertar a atenção do público masculino. Foi justamente pensando nesse grupo que a Globo estreou ''Força-tarefa''. ''A produção de cenas de ação exige um investimento muito alto, em torno de 200% a mais que as cenas comuns. Mas é necessário bons roteiristas, como o Marcílio Moraes, que está na Record, para que o investimento compense'', avalia José Alvarenga, diretor da série.
Marcílio tem se especializado no gênero. Depois de ''Vidas Opostas'', novela que retratava com uma lente de aumento a marginalidade no Rio, o autor arriscou discutir com mais profundidade temas polêmicos, como milícias e tráfico de drogas nas favelas cariocas em ''A Lei e o Crime'', trama impulsionada por consecutivas cenas de ação relevantes na história. ''Não existe uma espetacularização das cenas de ação. O tratamento é sempre realista'', acredita Angelo Paes Leme, que vive o protagonista Nando no seriado. ''As pessoas acreditam que produções de ação policiais são masculinas, que não agradam mulherzinhas. Mas os filmes de ação americanos rendem bilheteria de ambos os sexos. Mas acho que dificilmente faria algo parecido na Globo'', analisa Marcílio.
Jorge Só, diretor de ação e dublê da Record, comanda todas as explosões e tiroteios. De tanto apostar em tomadas de aventura, Jorge atualmente tem autonomia até para sugerir alguns ''takes'' para os diretores. Um de seus maiores orgulhos é descrever o passo-a-passo de uma das tomadas de maior impacto de ''Poder Paralelo'': a explosão de um carro gravada com uma câmara ''high speed'', um dos equipamentos de ponta recém-chegados de Los Angeles para a emissora - o aparelho permite registrar com alta definição cada detalhe de uma explosão em câmara lenta. ''Trago o que há de mais novo nos filmes em Hollywood. Uso cabos de aço puxando dublês, como no filme 'Matrix', e até usei o cinto que fazia o Homem-Aranha voar em 'Os Mutantes'', orgulha-se Jorge. ''Esse tem sido o grande diferencial na Record: dar condições dos diretores trabalharem com uma alta tecnologia'', elogia Ignácio Coqueiro, diretor de ''Poder Paralelo''.
Já ''Força-tarefa'', de Fernando Bonassi e Marçal Aquino, é voltado para o público adulto. As cenas de ação têm uma grande preocupação em atrair pelo impacto visual e foram inspiradas nos seriados policiais americanos. ''Tem cena que chega a levar uma hora e meia para ser gravada. A execução é mais complicada, trabalhosa. Mas, se der certo, podemos pensar numa segunda temporada'', avisa Marçal. ''Espero que emplaque porque sou viciado em produções de ação'', torce Murilo Benício, que vive o Tenente Wilson, protagonista do seriado.


