Durante o percurso das trilhas do Parque Lago Azul, os guias do IAP dão verdadeiras aulas de ecologia. O trabalho de educação ambiental, entretanto, não é feito somente com os visitantes. Pelo menos uma vez por mês, o IAP faz um trabalho de conscientização com pescadores que frequentam o Lago Azul. Os pescadores são abordados e recebem orientações do que podem e o que não podem fazer no local. Materiais proibidos são apreendidos e os pescadores ainda ajudam a limpar as margens do reservatório.
‘‘Essas ações têm surtido um efeito muito grande porque cerca de 80% dos pescadores são sempre os mesmos’’, conta Pereira. ‘‘Ainda há muito o que ser feito, mas já avançamos muito’’, comemora. Na sede do Centro Regional de Educação Ambiental, um auditório também é utilizado para o trabalho de educação ambiental com estudantes. A sede funciona numa antiga hospedaria da Copel que, no passado, recebeu até governadores do Estado em visitas à região.
A flora do parque conta com espécies como pinheiro do paraná, peroba, palmeira jerivá e palmito. A fauna inclui o bugio, tamanduá-mirim, veado, tucano e o jacu, entre outras. Toda a manutenção do parque é feita com parte dos recursos do ICMS Ecológico recebidos pelos municípios de Campo Mourão e Luiziana, onde estão os 1,7 mil hectares da área. Por isso mesmo, a entrada ao local é gratuita. E inesquecível. (S.S.)

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