São Paulo Ao abrir as portas do Grand Hyatt São Paulo esta semana, a Hyatt International Corporation deu o primeiro passo para transformar o Brasil na base de operações da rede na América Latina, administrando, da capital paulista, as unidades de outros países latinos. O projeto prevê a implementação de mais dois projetos no Brasil até 2006, com predileção pelo Nordeste e pelo Rio de Janeiro.
O Grand Hyatt São Paulo é o terceiro hotel da rede na região, ao lado dos já instalados Hyatt Regency Santiago, em Santiago do Chile, e o Park Hyatt Mendoza, em Mendoza, na Argentina. Em 2005, deverá ser inaugurado o Park Hyatt Buenos Aires. Quito, no Equador, e Lima, no Peru, são outras cidades também cogitadas pelo grupo.
No centro da expansão, estará o Brasil, como sede regional. Para tanto, a rede deslocou para o País o vice-presidente da Hyatt International para América Latina, Myles McGourty, que assumiu também a gerência-geral do Grand Hyatt São Paulo. ''O Brasil tem um papel muito importante em nossos planos'', afirmou o executivo à Agência Estado.
A presença da rede no País será importante não apenas pelo potencial brasileiro, mas também pela divulgação da marca com o público local, que possui certo destaque nas taxas de ocupação dos hotéis Hyatt da América do Sul. Conforme McGourty, a temporada de inverno atrai muitos brasileiros ao Hyatt Regency de Santiago e ao Park Hyatt Mendoza. Com a implementação de hotéis no País, a rede deseja ampliar sua visibilidade e aumentar o peso dos brasileiros em seus apartamentos do exterior.
A Hyatt International opera três bandeiras, todas no padrão cinco estrelas. As marcas Grand Hyatt e Hyatt Regency visam ao público de negócios e diferenciam-se pelas suas dimensões. Já o Park Hyatt é um hotel diferenciado, podendo investir mais na área de lazer.
Atualmente, a companhia analisa dois projetos no Brasil: a operação de um resort no Nordeste, sem bandeira definida, e a abertura de um Grand Hyatt no Rio de Janeiro. No último caso, chegou-se a cogitar a implementação de um Park Hyatt com características de hotel-boutique (pequeno e luxuoso), mas a proposta foi abandonada.

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