São Paulo - Depois da saga "Harry Potter", que terminou em 2011, fazia tempo que um sucesso da literatura infanto-juvenil não agradava tanto a leitores de todas as idades quanto a história de "A Culpa É das Estrelas". A adaptação para os cinemas da obra do escritor americano John Green estreia hoje com uma legião de fãs ansiosos para ver os personagens do livro ganharem vida.
Nem de longe se trata de uma superprodução como a inventada pela britânica J.K Rowling. Não há efeitos especiais nem seres fantásticos. Muito pelo contrário: o casal protagonista criado pelo escritor americano é bem real. Os adolescentes Gus (Ansel Elgort) e Hazel (Shailene Woodley) se conhecem em um grupo de apoio para jovens com câncer e se apaixonam. O problema é que Gus começa o filme com a doença controlada, enquanto Hazel sabe que não terá muitos anos de vida pela frente, pois seu câncer não tem cura.
Green lança mão de seu maior trunfo: um humor levemente negro, que permite ao espectador rir do trágico trio que rouba a cena: com os pulmões frágeis, Hazel não pode ir a lugar nenhum sem seus tubos de oxigênio, Gus não possui metade de uma perna, e seu melhor amigo, Isaac (Nat Wolff), perde os dois olhos - além da namorada gostosona - para a doença.

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