Ela, uma baixinha, ele, um homenzarrão com seus tantos metros de altura. Amam-se mas há uma grande distância que os separa. Eis que surge uma fada - elas sempre aparecem - que dá um jeito de a baixinha ficar à altura do amor que sente pelo rapagão. Moral da história: nas coisas do amor, nada é impossível. Ainda mais quando o humor mais que uma rima entra na parada para as coisas do amor.
Essa é apenas uma das tiradas que vão estar no espetáculo ‘‘Irmãos Brothers Show’’ que o grupo Irmãos Brothers, do Rio de Janeiro, apresenta hoje, às 19 horas, na abertura pública da Mostra Regional/Nacional do Festival Internacional de Londrina. O local: Concha Acústica.
Sim, o humor vai permear todo o espetáculo que é composto por várias esquetes, uma espécie de pout-pourri das melhores montagens que o grupo Irmãos Brothers fez em quatro anos de existência. A direção é do consagrado Jorge Fernando. Mas nem só de humor os atores vivem. Em ‘‘Irmãos Brothers Show’’ há também acrobacia, teatro e dança, além de uma grande dose de poesia.
O grupo é formado por Alberto Magalhães, Tatiane Miranda, Nehemias Rezende que durante uma hora terão pela frente a responsabilidade de entreter o público. Para isso, vão contar com a figura do palhaço que irá funcionar como fio condutor nos vários quadros. O espetáculo vai contar com a participação especial de Roberto Silva. ‘‘Na rua o ator está desprotegido do aparato que o teatro oferece; é preciso laçar o público’’- analisa Nehemias Rezende. ‘‘Mas esse espetáculo vai pegar o público pelo p钒- complementa.
Além disso, ‘‘Irmãos Brothers Show’’ vai contar com duas coreografias que concorreram ao Prêmio Jovem Coca-Cola, em 96/97, destinado a reconhecer e incentivar a produção cênica de jovens talentos. O grupo, mesmo com quatro anos de formação, tem um currículo invejável.
Além das montagens - que criadas coletivamente - vira-e-mexe
os integrantes são chamados para participação em diversos eventos artísticos - já participaram de programas, especiais e novelas globais, fizeram aberturas de shows (Gal Costa e Tim Maia, por exemplo), além de apresentações teatrais em espaços respeitados como o Circo Voador, Teatro Carlos Gomes (ES), Casa de Cultura Laura Alvim, entre outros.
Por essas e outras é que os artistas são considerados ‘‘palhaços modernos’’ que unem a arte circense, o teatro e a dança. Tudo isso, num estilo ágil, cheio de truques e ilusionismo e, principalmente, tendo o humor como tônica. ‘‘Mas eu acho que na verdade somos é atores cômicos’’- frisa Nehemias lembrando as influências de bambas do mundo cômico-circense como os Irmãos Marx, Charles Chaplin e Os Trapalhões.
O trabalho do grupo é similar ao desenvolvido, por exemplo, pela Intrépida Trupe ou até mesmo pelo mítico Asdrúbal Trouxe o Trombone. Mas há diferenças de estilo. ‘‘Temos um lado cômico muito aguçado, mas nossa preocupação é mais com a atuação do que com a plasticidade’’ - avisa Alberto Magalhães. O jeito é dar uma conferida pessoalmente. E quem for assistir pode ter certeza de que não vai voltar para casa com gargalhada encalacrada.

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