Qual gibimaníaco não gostaria de ter a famosa heroína Barbarella em uma publicação luxuosa com 250 páginas? Ou então um especial do autor Will Eisner, cuja prensagem mundial foi de apenas mil exemplares?
Para a organizadora do acervo, Ivanilda Fernandes, tão importante quanto pesquisar as raridades ‘‘tradicionais’’, é descobrir que as HQs também são importantes para outras finalidades. ‘‘Temos quadrinhos publicados como comercial, para campanhas assistenciais e até mesmo como divulgação de seitas, projetos e pesquisas’’, comentou Ivanilda, destacando uma obra de luxo que relata o trabalho de Freud e uma história sobre a benfeitora Anália Franco.
A gibiteca faz parte da holoteca (coleção de tecas, ou simplesmente falando, coleção de coleções), que também possui outros 37 acervos temáticos, que vão desde a biblioteca tradicional (que mantém um Bíblia do século 18), passando pela ludoteca (brinquedos) e até chegar à coleções curiosas como a malacoteca (conchas). O criador da holoteca, Waldo Vieira, é também idealizador das pesquisas sobre conscienciologia e do próprio Ceaec, um gigantesco centro de pesquisas com 6,3 mil metros quadrados, onde estão instalados 15 laboratórios, centro de eventos e dezenas de cursos sobre o tema. ‘‘Todos este material serve para aprimorar nossas pesquisas sobre a consciência e a evolução. Os quadrinhos são um dos melhores exemplos para podermos visualisar a imaginação e a criatividade do homem’’, explicou Ivanilda, destacando que, futuramente, todo o acervo estará à disposição dos interessados também pela Internet. (E.D.)

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