HQ - Vendas da Marvel no Brasil crescem 17%
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
Ana Paula Lacerda<br> Agência Estado 
Os super-heróis e vilões da Marvel vão garantir à empresa um faturamento de R$ 260 milhões este ano em produtos licenciados no Brasil - um crescimento de 17% em relação ao ano passado. Isso sem contar o faturamento dos action figures (importados pela Gulliver) e os quadrinhos (publicados pela Panini). Os números colocam o Brasil entre os dez maiores consumidores de Marvel do mundo.
Wolverine e companhia movimentam, no mundo, US$ 6 bilhões em negócios. ''Os Estados Unidos e a Europa ocidental são nossos maiores mercados, mas o Brasil é onde o consumo de produtos mais cresce'', conta a diretora internacional de licenciamentos da Marvel, Daniela Tose. São, atualmente, 74 empresas licenciadas - e a licenciadora ITC estima que o número chegue a 100 ainda este ano, com o início dos licenciamentos dos novos filmes.
Em maio do próximo ano chega às telas X-Men 3, com o mesmo elenco e acompanhado da mesma batelada de produtos dos filmes anteriores. Em julho, chega O Motoqueiro Fantasma, com Nicholas Cage no papel-título. E em 2007, a terceira parte do Homem-Aranha deve motivar as filas nos cinemas.
''Cada filme lançado aumenta em 25% a vendagem dos quadrinhos no período'', conta o gerente de marketing da Panini, Lúcio Flávio Baute. Na Gulliver, 30% do faturamento vem de produtos com os heróis Marvel, segundo o gerente nacional de vendas, Paulo Benzatti. ''Só no lançamento de Homem-Aranha 2, vendemos 270 mil bonecos do personagem.''
Daniela Tose diz que a empresa é forte mundialmente em quadrinhos e filmes, mas o crescimento maior é de moda e papelaria. ''Estes produtos atingem melhor o público feminino.''


