O setor turístico de Curitiba inicia agora um período favorável. Prova disso é a crescente recuperação da hotelaria curitibana que, nesta época, volta a seu ponto de equilíbrio.
É que o final de ano, férias e carnaval não são períodos lucrativos para cidades que não possuem praias e belezas naturais exploradas para a recreação. Ainda mais quando esta opção está tão próxima. Neste ano, o litoral paranaense contou com a presença ativa dos veranistas que invadiram as praias, movimentando consideravelmente, tanto a economia formal quanto a informal. Enquanto isso, na capital, poucas pessoas passeavam nas ruas e uma pequena quantidade de turistas procurava conforto e descanso.
Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Luiz Fernando Aguiar, atualmente a hotelaria curitibana já está em seu ponto de equilíbrio, alcançando uma taxa de ocupação entre 55 e 60%. ‘‘No período de festas e férias, a hotelaria da capital trabalha em déficit e chegamos a marcar 20% de taxa de ocupação’’, afirma Aguiar. ‘‘Entre abril e novembro, a expectativa é que a ocupação passe deste ponto e oscile entre 80 e 95%’’, complementa.
Para Aguiar, o que causa esta diferença tão grande nos números de um período para outro é justamente o fato de Curitiba ter ‘‘vocação’’ para negócios. ‘‘O farto parque hoteleiro da cidade, bem como sua boa estrutura em gastronomia, transporte, infra-estrutura, espaço para eventos e segurança, voltam Curitiba diretamente para o turismo de negócios’’.

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