Hotel Hudson, um ponto de encontro de idéias
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2002
Giovanna Modé Agência Estado São Paulo 
Mesmo com o endereço na mão 356, 58th. Street, entre 8ª e 9ª Avenidas, é inevitável que você duvide estar no lugar certo. Mas isso não é exatamente um problema: enquanto confere a numeração dos prédios, um sujeito vestido de preto já se aproxima perguntando se você procura pelo Hotel Hudson. É aqui mesmo, pode entrar.
Nem placa nem bandeiras típicas das redes hoteleiras tradicionais. Apenas uma luz amarela que sai de algumas janelas, da porta e da faixa que corta o edifício. Logo na entrada, uma escada rolante prateada dentro de um tubo de vidro mostra o ambiente high-tech. Mas o futurismo termina logo no lobby, um andar acima. A partir dali, o estilo é bem mais clássico, com madeira escura. Pela parede de vidro, enxerga-se um enorme jardim de onde se tem vista panorâmica da cidade e do Rio Hudson.
Inaugurado em outubro de 2000 em Nova York, o Hotel Hudson é o mais recente dos empreendimentos de Ian Schrager, o empresário americano que acabou virando grife de hotéis. Ele e o sócio, Steve Rubell, começaram com o Morgans, também na Big Apple, no início da década de 80. Juntamente com o designer parisiense Andree Putnam, a dupla transformou uma residência decadente num lugar aconchegante com decoração artística.
Rubell disse, na época, que aquele hotel de 113 quartos se parecia mais com uma butique. Não só porque os quartos eram pequenos, mas também pelos mimos para os hóspedes. Mal sabia ele que o termo seria incorporado por qualquer estabelecimento estiloso, que se defina como exclusivo, como ocorre hoje em cidades do mundo, incluindo São Paulo basta ver os hotéis Emiliano e Pergamon.
Criação dos mesmos empreendedores, vieram em seguida os hotéis Royalton e Paramount, ainda em Nova York. Nesses dois, um pouco maiores, a decoração, moderna, passou para as mãos do designer Philippe Starck.
Os nova-iorquinos não demoraram a incluí-los na lista de lugares badalados da cidade e fizeram de seus restaurantes, lounges e bares os novos pontos da moda. Estilistas, cineastas, músicos, artistas e publicitários formavam o público cada vez mais cativo.
Nesse embalo, outros quatro empreendimentos foram inaugurados fora da Big Apple: o Hotel Delano, em Miami Beach; o Mondrian, em Los Angeles; o St. Martins Lane e o Sanderson, em Londres.
Também assinado por Philippe Starck, o Hudson é o mais recente dessa coleção de hotéis inovadores. O seu diferencial é a fusão de estilos. Segundo a filosofia de Schrager, ele é, assim como Nova York, um caos organizado, um ponto de encontro de idéias e padrões. Não dá para ignorar e muito menos para esquecer. É uma aventura urbana, diz ele.
Dentro dela predomina a regra do ver e ser visto. Os dois maiores pontos de encontro são Hudson Bar e Hudson Cafeteria. O primeiro fica sobre chão de vidro e mistura diferentes estilos de decoração, assim como todo o prédio. Na parede há um afresco do pintor italiano Francesco Clemente, e os móveis vão desde os tempos de Luis XV até designers modernos. Para apreciar a gastronomia, o ideal é a cafeteria, cujo projeto foi inspirado no modelo de uma cozinha das casas norte-americanas tradicionais.
SERVIÇO
Hotel Hudson: 356, 58th Street, entre 8ª e 9ª Avenidas.
Reservas pelo tel. (00xx1212) 554-6000.


